O que lhes vai na cabeça?

Quando se passa a barreira dos 30, não há mulher que não faça um balanço da sua vida. Veja os testemunhos que recolhemos para si.

Ana Sofia, 37 anos, administrativa

“Quando passei a barreira dos trinta fiquei um pouco apreensiva, mas quando passei os 35 é que comecei a cair em mim. Nunca mais consegui fazer uma dieta com resultados imediatos, nunca pensei tanto na minha idade e na vontade de fazer coisas diferentes. E quero fazer qualquer coisa pela minha vida, mas não consigo, pois sou mãe e estou presa a um emprego nine to five. Só vejo o tempo a passar, o que é aflitivo”

Joana Silva, 40 anos, empresária

“Sou uma empreendedora nata, por isso comecei cedo a tentar fazer valer as minhas ideias. Na verdade, nem sempre deram certo, mas como sou teimosa fui insistindo. E é importante insistirmos. Hoje tenho um atelier de design onde dou largas à minha imaginação e faço aquilo que gosto realmente. Nunca senti muito a passagem das idades, porque sou uma mulher realizada e fazer o que gostamos ajuda muito…”

Carolina Mateus, 39 anos, directora de recursos humanos

“Licenciei-me em gestão e administração pública e, apesar de me sentir bem com a minha profissão, não passo um dia sem pensar nos sonhos que deixei para trás. É complicado dizer por palavras o que sinto concretamente, pois é quase contraditório. Dou comigo a pensar se devo esperar mais da vida ou se isto que tenho já é suficientemente bom….é que vou entrar nos 40 e preciso de ter certezas”

Vanda Rodrigues, 33 anos, jornalista

“Não me preocupo nada com os 30. Aliás, nunca estive tão bem na minha vida. Sou solteira, tenho a profissão que sempre desejei, farto-me de viajar e não quero compromissos nesta fase da minha vida. Nem sequer a maternidade me preocupa, pois sei que nos dias que correm, há tempo para pensar nisso tudo. Há que desfrutar ao máximo da vida”

Luísa Albuquerque, 42 anos, criadora de acessórios

“Mudei de profissão há precisamente 5 anos. Comecei a ver a vida a andar depressa demais e decidi bater com a porta na empresa onde trabalhava. Era contabilista e passava os dias enfiada no escritório. Nos meus tempos livres fui tirando diversos cursos de costura e de criação de jóias e hoje faço as minhas próprias peças que coloco à venda em feiras e em lojas da especialidade. Tenho-me saído bastante bem e não estou nada arrependida.”

artigo do parceiro: Nilza Rodrigues

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