A pobreza é sexista? Campanha pretende sensibilizar para a desigualdade de género

A ONE, uma organização mundial que pretende erradicar a pobreza extrema, lançou a campanha 'Pobreza é sexista'. O objetivo é sensibilizar as pessoas para o sexismo e as dificuldades sentidas pelas mulheres que vivem nas zonas mais desfavorecidas do planeta.
créditos: ONE

“Nenhum de nós é igual até todos sermos iguais.” É assim que a ONE – uma organização mundial que pretende erradicar a pobreza extrema, ao mesmo tempo que luta por justiça e igualdade no continente africano - descreve o vídeo que integra a sua última campanha, Poverty is Sexist (Pobreza é sexista).

Tendo em conta que a desigualdade de género e a pobreza estão relacionadas, o vídeo pretende sensibilizar todas as pessoas para o sexismo e as dificuldades sentidas pelas mulheres que vivem nas zonas mais desfavorecidas do planeta.

“Apercebemo-nos que a palavra ‘não’ é algo que que as mulheres ouvem a nível universal independentemente da sua idade, e queríamos abordar o poder da experiência coletiva que muitas mulheres partilham”, disse Megan Bond, diretora criativa da ONE à revista Teen Vogue.

Outra das questões abordadas pela ONE é a desigualdade de oportunidades na educação. Consciente de que a nível mundial existem 130 milhões de raparigas que não vão à escola, a organização faz um apelo a todos as pessoas: assinar uma carta que será entregue a líderes mundiais no Dia Internacional da Mulher e já conta com mais de 317 mil assinaturas.

“Todas as crianças merecem uma educação, mas nos países mais pobres as raparigas veem-se impedidas de ir à escola mais vezes do que os rapazes. A educação é vital para sair da pobreza. Por cada ano académico que uma rapariga complete isso tem influência nos seus rendimentos, o que é bom para a sua família, a sua comunidade e o seu país”, pode ler-se no excerto da carta publicada no site oficial da ONE.

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