Seis dicas económicas e ecológicas de transporte

Se quer poupar alguns euros por mês nos transportes e se tem preocupações ecológicas fique a conhecer alguns conselhos úteis

Quer seja para ir trabalhar, para a escola, fazer compras ou viagens ao outro lado do mundo, todos necessitamos de um meio para nos locomover. Por regra, o automóvel ou avião. Porém, estes são dos maiores emissores de dióxido de carbono, que, por sua vez, é a fonte principal dos gases de efeito estufa que operam as maiores alterações climáticas que o planeta vive neste momento. Para além das questões ambientais, ainda há outras penalizações, nomeadamente para a sua carteira e saúde. Conheça alguns comportamentos a adotar para tornar-se mais amigo do amigo do ambiente.

1. Andar de avião e a compensação de carbono:

Os aviões são dos principais contribuidores para os gases de efeito estufa. De acordo com o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estes contribuem com cerca de 2% das emissões de dióxido de carbono produzido pelo homem. No entanto, quando andar de avião, pode optar por compensar as emissões de carbono pagando a alguém para fazer o equivalente da poupança em gases de estufa. Isto é conhecido como “compensação de carbono” e inclui investimentos em projetos de energias renováveis. Assim, os passageiros de avião podem compensar as emissões causadas pelos seus voos ao investir em projetos de redução de carbono que geram “créditos de carbono”. Se optar pela compensação de carbono, pode fazê-lo no momento da compra.

2. Andar a pé ou de bicicleta:

Não é de um dia para o outro, mas se pretende adotar hábitos amigos do ambiente e da carteira, uma opção a ter em conta é passar a ir a pé ou de bicicleta. Mudar a forma de pensar não é fácil, mas antes de sair (para o trabalho ou às compras, por exemplo) pergunte-se se pode ir a pé ou de bicicleta. Ao tomar esta decisão está a contribuir para o bem-estar do planeta, da sua saúde e também do seu orçamento familiar. Caso as distâncias não forem muito grandes e optar por andar a pé, não terá de fazer um grande investimento, à exceção de um par de ténis confortáveis e que não deixem mazelas nos pés. Porém, se decidir adotar a bicicleta terá a despesa de comprar uma bicicleta e, antes de sair de casa, deverá analisar qual é o melhor percurso a fazer. Para isso, pode utilizar o Google Maps, que já tem uma função para fazer circuitos de bicicleta ou, se viver na capital, pode recorrer ao Cicle our City Lisbon. Se o percurso for maior, já existem no mercado bicicletas elétricas, uma boa alternativa para quem tem de fazer longas distâncias ou tem muitas subidas no caminho, pois têm um motor elétrico que ajuda o ciclista nos trajetos mais complicados. Desta forma, consegue-se aliar os benefícios de pedalar uma bicicleta “tradicional” com uma ajuda extra nas partes mais complicadas, evitando que chegue ao trabalho demasiado cansado. O investimento inicial é maior do que se comprar uma bicicleta “normal” (estão disponíveis por preços a partir de 600 euros), mas depois irá poupar em combustível, no desgaste do ambiente, em ‘stress’ e saúde.

3. Abdicar do segundo automóvel:

Ter um automóvel é muito mais do que chegar ao ‘stand’, comprá-lo e levá-lo para casa. Créditos, seguros, imposto único de circulação, gasolina, reparações e inspeções, fazem com que, muitas vezes, o peso deste ativo no seu orçamento familiar seja muito maior do que imagina. Quando existe um segundo automóvel, essa despesa duplica. Equacione se realmente necessita deste segundo automóvel. Caso decida abdicar estará também a libertar-se de todas as despesas que lhe são inerentes e que não diminuem só porque frequentemente este está parado à sua porta. Esse dinheiro que poupa poderá ser aplicado noutros aspetos da sua vida, como as férias ou então uma poupança. Leia também o artigo "Oito conselhos para prolongar a vida do seu carro".

4. Optar pelos transportes públicos:

Andar de automóvel é bastante confortável, porém, se viver num centro urbano, também pode ser uma fonte de ‘stress’ devido ao trânsito, consome muito tempo e dinheiro. Se quer poupar em todos estes aspetos, e ainda no meio ambiente, pode sempre optar por trocar o automóvel no dia-a-dia pelos transportes públicos. Apesar de Portugal estar entre os países com transportes públicos mais caros, de acordo com um estudo divulgado pela GoEuro (fica na 41ª posição em 51 países), se fizer as contas, o dinheiro que irá gastar no passe social é muito inferior ao que gastaria caso levasse o automóvel para o trabalho. Saiba mais no artigo "Reduza a sua pegada e recheie a sua carteira"

5. Partilhar automóvel:

Partilhar automóvel, uma prática conhecida como ‘carpooling’, é uma forma eficaz de reduzir a poluição e economizar dinheiro. O maior desafio é encontrar alguém que faça um percurso semelhante ao seu, que inspire confiança e que esteja disposto a partilhar uma boleia e as despesas de deslocação consigo. Pode começar por perguntar na empresa onde trabalha se há alguém que more para a sua zona, que faça os mesmos horários e que costume trazer automóvel. Se descobrir alguém com quem partilhar o percurso, irá não só reduzir as despesas relacionadas com o transporte em 50%, como ainda reduzir a sua pegada de carbono. Se não houver ninguém no seu trabalho com quem dividir o transporte, já existem alguns ‘sites’ de confiança onde poderá procurar. É o caso do Pendura, o Bla Bla Car , o Deboleia.com ; ou o Boleia.net. Saiba mais sobre esta opção no artigo "Carpooling: Adira á moda das boleias e poupe dinheiro".

6. Utilizar o automóvel com sensatez:

Pelo bem da sua carteira e do meio ambiente, poderá ter uma utilização sensata do seu automóvel. Para começar, quando está a escolher o automóvel compre um adequado às suas necessidades, uma vez que aspetos como o tamanho do pneu ou o peso do veículo influenciam a quantidade de combustível que o automóvel gasta. Portanto, quando comprar carro, foque-se nas suas necessidades e evite os extras desnecessários. Este passo irá ajudá-lo a poupar gasolina e reduzir a pegada de carbono. Depois, deverá verificar a pressão dos pneus mensalmente. Se o veículo tiver ar condicionado, também poderá desliga-lo sempre que não for necessário, pois este aparelho faz com que o motor se esforce mais e, consequentemente, aumenta o consumo de combustível.

Leia também os seguintes artigos:
-Como organizar um orçamento quando está sem dinheiro
-Três maneiras de poupar já na gasolina
-Oito dicas para comprar um carro usado
-Sabe o que é o carsharing?

Saldo positivo

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