Qual a taxa de esforço recomendável para o meu crédito?

Cada caso é um caso e é difícil de criar generalizações que sejam válidas para todas as famílias. No entanto, diz-nos a experiência que a partir de taxas de esforço de 50% estamos a criar riscos muito significativos no orçamento familiar.

Uma mulher levanta dinheiro numa caixa Multibanco no Marquês de Pombal em Lisboa, janeiro 2013. JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

créditos: LUSA

O Dr. Finanças tem ajudado muitas pessoas a ter acesso ao crédito. Tem também ajudado muitas famílias a reduzir as suas prestações, nas situações em que o crédito consolidado não é possível. No entanto, acabamos por nos deparar com uma situação que gostaríamos de debater e que se prende com a elevada taxa de esforço de muitas famílias que pedem crédito pessoal.

Qual a taxa de esforço ideal para o seu crédito?

Cada caso é um caso e é difícil de criar generalizações que sejam válidas para todas as famílias. No entanto, diz-nos a experiência que a partir de taxas de esforço de 50% estamos a criar riscos muito significativos no orçamento familiar. De notar que aqui não falamos de crédito consolidado (situação em que pedimos novo crédito para liquidar crédito antigo, pelo que não agravamos o nosso nível de endividamento). Falamos sim de crédito novo, sendo que as situações principais de risco têm sido o crédito automóvel e o crédito para obras (os dois facilmente evitáveis).

Saiba até onde pode ir

A primeira etapa para garantir que a sua taxa de esforço pode ser comportável é perceber quais os seus gastos atuais e fazer uma previsão para o futuro. Na prática, será perceber qual o valor máximo da prestação de crédito pessoal que não coloca a sua família em risco.

Pense se precisa mesmo de fazer aquela despesa

Muitas pessoas pedem crédito junto do Dr. Finanças para comprar um automóvel novo. E acontece muitas vezes que o montante solicitado e a prestação correspondente são claramente incomportáveis no orçamento familiar… o que origina recusas imediatas por parte das instituições financeiras.

Esta situação pode ser evitada se a pessoa tiver a noção (real) do valor de prestação que é comportável nos seus rendimentos (atenção que para a banca o importante são os rendimentos declarados…) e se perceber que há níveis de despesa que não farão muito sentido. Há bens que simplesmente não são essenciais nas nossas vidas, pelo que precisamos de prescindir deles em momentos de aflição económica.

Procure o Crédito Pessoal Mais Barato possível

Se já se decidiu pela necessidade de determinada compra. Se já constatou que consegue suportar a prestação mensal e se tem as suas finanças controladas, é altura de encontrar o crédito pessoal mais barato para o seu caso. Deverá definir:

  • Montante total de empréstimo;
  • Prazo de pagamento;

Na posse desta informação poderá utilizar o simulador de crédito pessoal da Reorganiza para perceber se a sua prestação origina uma taxa de esforço saudável. Poderá mesmo acontecer que tem de renegociar os seus outros créditos e seguir algumas dicas de poupança para conseguir suportar a sua nova prestação.

Nunca se esqueça que o crédito é uma ótima ferramenta para a gestão das suas finanças pessoais mas que deve ser utilizado com regras, com prudência e de forma responsável.

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