Como lidar com as críticas

Ninguém gosta de as receber por muito insignificante que seja o assunto ou situação, mas muitas das vezes servem para alterar determinados comportamentos que até nos podem beneficiar.

Há críticas e críticas! Há aquelas mais corriqueiras que espicaçam por segundos, há outras que nos levam a refletir e a agir em conformidade e depois há as que podem durar uma eternidade para serem 'encaixadas'. Claro está que, consoante a situação, a sua atitude irá ser mais defensiva, impulsiva, angustiante ou outra. Mas, como tudo na vida, é bom fazer um exercício mental e arranjar a melhor forma de contornar a reação face ao que está a ouvir.

Ouvir
Saber ouvir os outros é uma qualidade e o mesmo acontece quando se depara com uma crítica. Mesmo que não concorde com aquilo que está a ser dito, respire fundo e tente reconhecer a crítica. Face à insegurança que se sente quando se ouve a mesma, é normal e legítimo que se fique ansioso, mas nada como saber ouvir e não entrar na defensiva ou 'atacar' o outro. Não pressuponha nada, reflita e, tranquilamente, partilhe o que lhe foi dito com outra pessoa de sua confiança para obter feedback. Muitas das vezes as críticas podem ser construtivas e nada como abraçar as mesmas.

Reconhecer o erro “O erro é essencial para o sucesso” nunca ouviu dizer? Só errando e aprendendo com o facto é que se consegue evoluir e só demonstra que há persistência e dedicação. Caso a crítica tenha legitimidade, não dê uma de orgulhoso. Aceite-a e assuma que errou. No entanto, não tem de se punir pelo erro para o “resto da sua vida”. Errar é humano e faz parte do crescimento pessoal e profissional.

Filtrar emoções
Tentar analisar e desconstruir a crítica é fundamental, ou seja, mesmo que seja difícil lidar com a mesma, é primordial que tente analisar de forma racional o motivo da mesma. Por vezes há motivos pessoais que interferem nos profissionais e vice-versa, pelo que se torna importante discernir acerca do motivo real. Não obstante, há determinadas pessoas que criticam atitudes (ou outros) nos restantes, quando na verdade gostariam de ser (ou ter) iguais. Ora, face a um comportamento de projeção do qual você não tem culpa, é necessário filtrar as emoções e tentar averiguar os porquês.

Justificar
Há situações em que é necessário haver uma explicação, nem que não seja porque podemos sentir essa necessidade. Depois de ouvir tranquilamente pode explicar porque agiu de determinada maneira. Mantenha um discurso calmo, simples e conciso, sem entrar no 'diz que disse' nem insistir sempre no mesmo. Muitas das vezes a situação piora devido ao diálogo encetado, pelo que é preferível não estar 'a bater na mesma tecla'. O ideal é que se concentre no objetivo, mas acima de tudo que tenha o bom senso de escolher a batalha, ou seja, saiba com quem vale a pena argumentar. De nada vale tentar justificar-se com um colega de trabalho se sabe que este não tem por hábito ouvir as pessoas ou que à mínima coisa perde a paciência.

Consenso
Caso o seu interlocutor seja uma pessoa que estima, nada como ir até meio caminho. Por vezes o próprio desempenho ou atitude pode não agradar ao outro, mas não é por isso que tem de mudar o seu completamente. No entanto, demonstrar que está disposto a alterar uma ou outra coisa para que algo resulte melhor é sinal de maturidade.

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