Próteses penianas: indicações, tipos e cirurgia

Saiba tudo sobre próteses penianas, uma das soluções encontradas quando todos os tratamentos para a disfunção erétil falham.

R. Couvelaire, em 1960, implantou entre a pele peniana e a albugínea cavernosa fragmentos de costela, para proporcionar ao pénis uma rigidez que lhe permitisse a atividade sexual.

A primeira prótese foi descrita em 1965, por El-Marsi, que implantou em vários doentes umas estruturas cilíndricas rígidas de polietileno no interior dos dois corpos cavernosos. O êxito inicial não teve continuidade quando se constatou que se davam processos de rejeição por parte do organismo, com ulceração do tecido subcutâneo e explantação das próteses.

A grande revolução surgiu em 1970, nos Estados Unidos, quando Carríon e Small idealizaram umas próteses flexíveis, formadas por silicone, que demonstraram elevada eficácia e baixa taxa de complicações. A partir daí surgiram inúmeros modelos, das quais as mais conhecidas foram as de Subrini (1973), Finney (1977) e Jonás (1980), todas do tipo maleável.

As primeiras prótese hidráulicas, descritas por Bradley y Scott, surgiram quase imediatamente depois das de Small-Carríon. A partir daí e até à atualidade, as próteses penianas tiveram um percurso que podemos classificar de notável, com o aparecimento de modelos cada vez mais aperfeiçoados e com elevadas taxas de sucesso e de satisfação por parte dos doentes.

Indicações para a implantação

Não sendo possível questionar o sucesso funcional das próteses penianas, é preciso não esquecer que a prótese destrói irreversivelmente o tecido cavernoso peniano. Ou seja, só é lícito implantar uma prótese peniana quando haja a certeza absoluta de que o tecido cavernoso está tão comprometido que todas as outras terapêuticas falharam e que não parece existir qualquer possibilidade de recuperação.

Basta lembrar-nos do aparecimento do sildenafil, medicação oral com elevada resposta nas situações de doença arterial moderada, para imediatamente nos ocorrer que muitos doentes implantados com prótese atualmente o não seriam, porque o comprimido poderia ser eficaz.

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