Doenças respiratórias matam mais no frio

Gripe, asma, rinite alérgica, DPOC e pneumonias

O Inverno está à porta e com ele mais complicações no que toca aos problemas respiratórios. Gripes, asmas, rinites alérgicas, DPOC e pneumonias não são para brincadeiras, como mostra o último relatório sobre a matéria. No entanto, não é caso para se fechar em casa. Antes pelo contrário, procure espaços arejados, agasalhe-se e não ignore os sinais e sintomas que muitas vezes são mais do que “frutos da época” passageiros.

“Em Portugal, as doenças respiratórias continuam a constituir um problema relevante, o que aliás acontece no resto do mundo.” Quem o diz é o presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), Artur Teles de Araújo, que cita o relatório do Observatório Nacional de Doenças Respiratórias, recentemente apresentado para sustentar esta posição.

Se é verdade que “no combate às doenças respiratórias Portugal ocupa uma posição que não envergonha face aos outros países europeus”, não é menos verdade que “as doenças respiratórias crónicas, como  a asma e  a DPOC são das poucas doenças crónicas cuja tendência é para aumentar, nas próximas décadas, devido a factores como o fumo de tabaco, a poluição atmosférica  e as alterações climáticas”.

Segundo Teles de Araújo, Portugal tem algumas vantagens relativamente a outros países. “Por termos uma incidência de fumadores relativamente baixa e uma qualidade do ar razoável, a incidência de DPOC e de cancro do pulmão é inferior à média europeia”, salienta. No entanto, sublinha que ainda há muito a fazer. “Não existe ainda o grau de acessibilidade aos cuidados de saúde que todos desejaríamos, e para o alcançar  há que fazer um esforço que envolva todos: autoridades de saúde, técnicos e sociedade civil”, defende.

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