Comunicar não é uma opção é uma condição

No dia-a-dia somos chamados a intervir em múltiplas situações e fazê-lo de forma adequada torna-se fundamental. Dessa forma, as perturbações da comunicação assumem-se como um "handicap" que interfere diretamente com a qualidade de vida das pessoas.

Os primeiros três anos de vida são cruciais para o desenvolvimento da linguagem e da fala. Nesta idade, quem está mais próximo da criança é um modelo a seguir.

Descrever de forma simplificada o que nos rodeia constitui um estímulo linguístico valioso. Brincar, vestir, alimentar, passear ou outras atividades básicas do dia-a-dia são excelentes oportunidades para o fazer.

Existem sinais de alterações do desenvolvimento da linguagem que são facilmente observáveis. É alarmante, por exemplo, que uma criança aos 12 meses seja demasiado silenciosa; ou que, a partir dessa idade, não reaja ao nome e aos sons familiares; que aos 24 não forme frases simples; que aos 4 anos o discurso utilizado não seja compreendido por todos (normalmente são as pessoas "de fora" que reconhecem as dificuldades) ou que faça dos gestos e não das palavras o meio preferencial para se expressar.

Na maior parte das vezes, a forma mais simples de perceber estas dificuldades é comparar com outras crianças da mesma faixa etária e meio sócio-cultural.

Nas crianças, as dificuldades de linguagem assumem consequências muito negativas para o seu desenvolvimento. Sendo normalmente desvalorizadas acabam por se tornar responsáveis por graves dificuldades de aprendizagem, nomeadamente na escrita e leitura, conduzindo ao insucesso escolar.

Em casos extremos, as dificuldades podem conduzir ao isolamento.

Nos adolescentes/adultos estas perturbações refletem-se sobretudo ao nível da funcionalidade, bem estar e da auto-estima. Provocam muitas vezes sentimentos de desconforto nas situações de interação social que podem até traduzir-se na dificuldade de ascensão profissional. Outros efeitos comuns são o receio de ser ridicularizado e, em casos extremos, o isolamento.

As dificuldades de comunicação, tantas vezes objeto de "sketches" humorísticos ou até publicitários, não têm piada para quem as sente na pele. Devem ser combatidas e têm tratamento.

O Terapeuta da Fala é o profissional habilitado para lidar com este tipo de dificuldades. Previne, avalia e intervém nas perturbações da comunicação humana contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população

De forma a sensibilizar para a importância desta área, a SpeechCare oferece durante o mês de Março rastreio gratuitos nas cidades de Lisboa, Porto e Oeiras. Marcações mediante disponibilidade para geral@speechcare.pt ou 917188185.

Por Gonçalo Leal e Rita Carneiro, Terapeutas da Fala

artigo do parceiro:

Comentários