O que comer nas férias?

Para muitos estar de férias é sinónimo de desvios alimentares, quebra de rotinas e quilogramas a mais. Mas ir de férias pode não trazer ganhos de peso. Basta adotar um prato ideal. Mas, qual é a composição do prato ideal?

O que comer nas férias?

créditos: PixaBay

O prato, a sua aparência e distribuição dos alimentos pode dizer muito sobre si.

Numa Consulta de Nutrição, a anamnese alimentar (questionário sobre as suas rotinas alimentares, número de refeições, horários, quantidades e composição das mesmas) é uma ferramenta indispensável para que o nutricionista descubra muitas coisas sobre si, sobre o seu organismo e metabolismo.

O erro mais comum detetado numa primeira anamnese, para além do reduzido número de refeições diárias, refere-se à composição e distribuição do prato na refeição principal.

É comum ouvirmos que 70% do prato se resume a hidratos de carbono, por vezes dos mais refinados e pouco ricos em fibra, que podem ainda apresentar gordura, e 30% a proteína, sendo a carne a fonte mais referida.

Dependendo da fase em que se encontra, o prato ideal deve ter duas aparências:

  1. Numa primeira fase, de forma a possibilitar uma correta desintoxicação, purificação e ainda aumento da taxa metabólica (dependendo do caso e atendendo à prática de exercício físico), o prato ideal deve apresentar 2 elementos: 70% do prato devem ser vegetais (saladas e/ou legumes) e 30% proteína, preferencialmente a de peixe, mesmo que gordos.
  2. Mais tarde, o prato ideal deverá assumir uma composição mais variada e colorida, onde se esperam 60% do prato para vegetais (salada ou legumes), 20% para proteína, 10% para hidratos de carbono complexos e por fim 10% para leguminosas.

As leguminosas deverão regressar ao prato diário. São ricas em fibras solúveis e insolúveis, com ação, respetivamente, ao nível do controlo de glicemias, colesterol e função intestinal.

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