Fome física ou emocional?

Desde bebés que associamos a alimentação a algo que nos conforta e a algo que pode funcionar como recompensa. No entanto, quando nos alimentamos quase de forma insaciável ou de forma pouco controlada é sinal de que algo pode estar mal.

Hoje em dia e tendo em conta a correria diária facilmente algumas refeições não são feitas da melhor maneira dando azo ao hábito de ir 'petiscando' durante o resto do dia. No entanto, há que saber avaliar se isto acontece esporadicamente ou se é algo recorrente. Os hábitos inadequados terão de ser avaliados, isto é, deve ter em atenção e perceber quando ocorrem, com que frequência e como se manifestam. Provavelmente irá chegar à conclusão que não deixa o seu corpo sentir a fome física porque está sempre a trincar qualquer coisa.

Os casos de compulsão alimentar costumam surgir em pessoas que pretendem colmatar sentimentos de ansiedade, frustração e baixa autoestima levando, por conseguinte, ao aumento de peso. O problema maior é que a pessoa continua a comer mesmo sem ter fome, mas sente-se mal por isto, por saber que a satisfação é momentânea e por estar a engordar.

Em casos mais simples é fácil diferenciar uma da outra. Por exemplo, se até fez uma refeição como deve de ser e tem fome ao fim de menos de 3 horas é provável que seja emocional. Atenção, não significa que tenha algum distúrbio com a comida... pode ter sido apenas um momento no dia que descompensou de alguma forma. A solução é comer uma peça de fruta e esperar. Outras vezes experimente beber água, dado que pode ser sede e não fome.

É necessário que haja uma reflexão acerca do significado da comida, ou seja, quais os sentimentos e emoções que obtém com determinado alimento. É algo que acalme depois de uma discussão ou dia de trabalho mais stressante? Serve como um fator compensatório porque está só ou acha que não lhe dão a devida atenção? Caso queira desenvolver uma relação saudável com a comida deverá compreender o que está por trás: parar, pensar e agir!

Quando se deparar com este desequilíbrio e quiser alterá-lo vai sentir-se algo desprotegido, carente e ansioso (afinal de contas é quase um vício...), mas terá de se mentalizar que esteve algum tempo onde não cuidou bem de si. A ideia é que altere um hábito, que consiga controlar-se e comece a ouvir a sua fome física em vez da emocional. O fundamental é que tome consciência do seu comportamento, reorganize a sua alimentação aos poucos, evite as dietas proibitivas neste período e discipline-se. E se sente que não consegue fazer este exercício sozinho procure a ajuda de um especialista.

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