A culpa é do pão?

Já parou para pensar porque estamos todos mais gordos? O glúten, uma proteína, maioritariamente presente no cereal trigo, pode estar na origem desta nova obesidade.
créditos: AFP

Estamos mais gordos e com uma obesidade mais preocupante e perigosa: a obesidade abdominal ou melhor a obesidade visceral.

Parece estranho, estamos todos mais atentos às calorias que ingerimos, esforçamo-nos para praticar mais exercício físico, basta analisarmos que os ginásios estão cheios e como horários mais alargados, temos passeios cheios de pessoas a caminharem. Também as empresas se esforçam para oferecerem alimentos mais saudáveis e com menos açúcares e gorduras.

As escolas aboliram as máquinas de alimentos e, se ainda as possuem mostram ofertas mais conscientes, como o pão ou alimentos pobres em chocolate, açúcar e gorduras. Mas, mesmo assim a obesidade não para de crescer e a um ritmo acelerado.

A obesidade epidemia transversal a grupos etários, sociais e geográficos, tem-se transformado ao longo dos anos. Sabe-se que esta doença tem uma origem multicausal e, que fatores genéticos, hormonais, comportamentais e também fenotípicos podem estar na sua génese.

Hoje, vários alimentos têm sido apontados como agentes causais do excesso de peso/ obesidade, e por este motivo, hoje é mais usual encontramos alimentos com designações que aceitamos como alimentos preferíveis, como por exemplo: pão integral, pão rico em cereais, bolachas sem açúcar, refrigerantes sem açúcar, sem sal e ainda alimentos com a designação sem glúten.

Um dos alimentos que tem gerado imensa controvérsia é: o pão. É com frequência, que em consulta, se assiste a comentários, como por exemplo: “agora que vou fazer dieta, não posso comer pão?”, ou ainda “já estou a tentar perder peso e, para tal, tenho evitado comer pão e outras fontes de hidratos de carbono”.

Mas, será que a culpa é mesmo do pão?

Vamos, primeiro, conhecer a composição do pão:

Entende-se por "pão" o produto obtido da amassadura, fermentação e cozedura, em condições adequadas, das farinhas de trigo, centeio, triticale ou milho, estremes ou em mistura, de acordo com os tipos legalmente estabelecidos, água potável e fermento ou levedura, sendo ainda possível a utilização de sal e de outros ingredientes, incluindo aditivos, bem como auxiliares tecnológicos, nas condições legalmente fixadas (Lei nº 75/2009 de 12 de Agosto).

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