Urgências noturnas em risco de falhar no atendimento a grande trauma

Casos representam um por cento dos casos atendidos nas urgências noturnas
29 de maio de 2013 - 13h01



O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo avisou hoje que alguns hospitais não terão capacidade de atender vítimas de grande trauma nas urgências noturnas se os administradores hospitalares não aceitarem uma proposta de reestruturação.



Luís Cunha Ribeiro fez este aviso no decorrer de uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, solicitada pelo Bloco de Esquerda, a propósito da criação da Urgência Metropolitana de Lisboa (UML), através da qual os casos urgentes do grande trauma serão atendidos durante a noite (20:00-08:00) nos centros hospitalares de Lisboa Norte e Lisboa Central.



Estes casos representam um por cento dos casos atendidos nas urgências noturnas, segundo as contas do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, que hoje garantiu que os doentes que necessitem de ser transferidos irão fazê-lo pelos meios da emergência médica (bombeiros ou INEM).



Segundo Luís Cunha Ribeiro, esta reestruturação está a ser discutida há um ano e resultou num documento final que está agora nas mãos dos presidentes dos conselhos de administração dos hospitais envolvidos.



“Tem de haver um compromisso de todas as partes neste processo”, disse, avisando que, se tal não for alcançado, a chegada do período de férias vai acelerar um “problema sério” que já se sente em vários hospitais.



“Se não o conseguir [o acordo], há muitos hospitais que já não tem nem dispõem de recursos humanos para dar resposta às necessidades”, disse.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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