Um quarto dos hipertensos portugueses continua por tratar

Estudo mostra que a percentagem de doentes em tratamento aumentou dos 38,9% para os 74,9%
5 de março de 2013 - 15h47



Cerca de 42,2% da população portuguesa sofre de Hipertensão, mas apenas três quartos está medicada já que quase 25 por cento dos hipertensos desconhecem ter a doença.



Quase metade da população portuguesa (42,2%) sofre de hipertensão, sendo que destes apenas 74,9% estão medicados. Os dados são do estudo “PHYSA – Portuguese Hypertension and Salt Study”, realizado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) em conjunto com a Universidade Fernando Pessoa.



O estudo revela ainda que 42,6% das pessoas com hipertensão têm a doença controlada, um número positivo já que é quatro vezes superior ao verificado no último estudo sobre a doença, em 2003.



Relativamente a 2003, o estudo mostra ainda que a percentagem de doentes em tratamento aumentou dos 38,9% para os 74,9%.



A investigação apresentada no 7º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que decorreu no início de março, em Vilamoura, teve como objetivo atualizar os dados sobre a prevalência e grau de controlo da doença no país e a relação destes dados com o consumo de sal dos portugueses.



“Os especialistas da área cardiovascular vão ter acesso a resultados fidedignos e atuais sobre a prevalência da hipertensão, o consumo de sal e o nível de controlo da doença”, explica Fernando Pinto, Presidente da SPH e da Comissão Organizadora do Congresso, citado num comunicado do primeiro organismo.



Apesar da quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) se situar em 5,5g/dia, o estudo revelou que os portugueses ingerem cerca de 10,7 g por dia, mais 5,2g do que o desejável.



Os resultados preocupam os especialistas, pois há uma relação entre o consumo de sal e o aumento da hipertensão e mortalidade por AVC ou doença cardíaca. Por outro lado, estudos mostram que a redução do consumo de sal diminui proporcionalmente a mortalidade por AVC.



O estudo foi realizado por uma empresa especializada e independente e a amostra foi constituída por 3720 pessoas, estratificadas por sexo, grupo etário e região, representativas da realidade nacional.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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