Um em cada dez portugueses sofre de ansiedade

A ansiedade é a doença mental mais prevalente na população portuguesa, afetando 16,5 por cento das pessoas, segundo um estudo epidemiológico nacional da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Trata-se de uma reação normal do nosso organismo, ativada em situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. Apesar de natural, deve ser uma situação passageira. Quando a ansiedade se torna crónica passa a ser considerada uma doença mental.

Portugal é um dos países da Europa em que maior percentagem da população sofre de patologias do espectro da ansiedade. Esta patologia pode manifestar-se de inúmeras formas e muitas das suas manifestações inteferem de forma grave com a qualidade de vida.

“Quando a ansiedade atinge níveis de grande intensidade significa que a pessoa está doente, interferindo de forma definitiva na vida quer na esfera emocional e familiar, quer na esfera profissional e social”, explica Filipa Palha, psicóloga e presidente da Associação Encontrar+se. “Estas alterações prolongadas de comportamento significam que a pessoa está doente e precisa de ser tratada”, refere a especialista.

Sintomas físicos

As perturbações de ansiedade podem ter sintomas físicos, como taquicardia, dores no peito e dificuldade em respirar, levando o doente a ter comporamentos hipocondríacos, levar a insegurança na execução de tarefas rotineiras,  ou pode manifestar-se em resposta a um estímulo em específico, como é o caso das fobias.

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