Trabalhadores da Saúde 24 marcham segunda-feira pelo fim dos cortes e coações

No passado sábado, cerca de metade dos funcionários deste serviço não trabalhou

9 de janeiro de 2014 - 12h55

Os colaboradores da Linha Saúde 24 marcaram para segunda-feira uma marcha em Lisboa pelo “fim das coações, reduções salariais, falsos recibos verdes e despedimentos” neste serviço, informou hoje a comissão informal de trabalhadores.

Em comunicado, esta comissão justifica o protesto “perante o silêncio por parte de vários dos responsáveis públicos interpelados” que acusam de tentar impor-se “à voz ruidosa dos trabalhadores que exigem dignidade, condições de trabalho legais e um serviço público de qualidade”.

No passado sábado, cerca de metade dos funcionários deste serviço não trabalhou, em protesto contra a proposta da administração da empresa concessionária (LCS) de redução do valor pago por hora.

A comissão acusa a Autoridade para Condições de Trabalho de continuar “sem realizar uma inspeção urgente nos 'call centers' da Linha Saúde 24, num contexto de inequívoca ilegalidade”.

“Não compreendemos se a defesa do vínculo laboral legal e justo e a defesa do trabalho digno estão a ser preteridas quando confrontadas com as consequências para a empresa da denúncia das várias ilegalidades que abrangem 400 enfermeiros que suportam esta parte integrante do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, lê-se no comunicado.

Segundo esta comissão informal, a LCS “insiste no despedimento de trabalhadores e mantém reuniões individuais diárias de persuasão, para que aceitem o corte proposto de cerca de 40-45 por cento na remuneração”.

“Os trabalhadores da Saúde 24 não se resignam ao silêncio e mantêm-se intransigentes na defesa do direito ao trabalho digno e legal, mesmo perante situações dramáticas de dificuldades familiares que vão surgindo, fruto do contexto económico-social de crise permanente no país”, adianta o documento.

A marcha dos trabalhadores vai realizar-se entre a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e o Ministério da Saúde.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários