Tecnologia que põe os idosos a dançar e a fazer tai chi permite evitar quedas

Uma nova tecnologia que envolve dança tradicional e tai chi e permite aos idosos treinar a força e o equilíbrio em casa, prevenindo a ocorrência de quedas, está a ser desenvolvida pelo centro de investigação Fraunhofer Portugal AICOS, do Porto.

créditos: AFP

O programa, criado para utilização ao domicílio através de um equipamento ligado ao televisor e um conjunto de quatro sensores, colocados nos braços e nas pernas, pode auxiliar os idosos na prevenção de quedas, situação que, segundo o centro de investigação, é responsável por 50% dos casos de idosos hospitalizados.

Este é um projeto que visa "a promoção da atividade física na terceira idade", disse à Lusa o gestor de projetos do centro, António Santos, acrescentando que estas modalidades foram escolhidas pela "componente lúdica e de entretenimento que lhes estão associadas".

Apesar de ter sido desenvolvido para uso nos domicílios, nos centros de dia ou nos lares, os investigadores não pretendem que "as pessoas se mantenham sempre em casa", existindo no projeto, para esse efeito, uma componente que serve para estimular a conectividade social.

A recomendação é que este programa, resultante de um trabalho iniciado há seis meses, seja utilizado duas a três horas por semana, "de forma a haver um impacto real na condição física da pessoa", explicou António Santos.

Mil idosos envolvidos na avaliação do projeto

Neste momento, a tecnologia está a ser validada pelos seniores da Rede Colaborar, um grupo de cerca de mil idosos que participam voluntariamente na validação das tecnologias desenvolvidas pelo Fraunhofer Portugal AICOS.

Os voluntários desta rede, com cerca de cinco anos, têm testado a tecnologia no LivingLab, um laboratório do centro, criado em 2011, com o intuito de proporcionar "um espaço acolhedor" e que permita receber as pessoas associadas ao projeto, "muito importantes no teste e na validação de toda a tecnologia" desenvolvida, referiu a investigadora Inês Sousa. Jorge Mendonça, do Porto, faz parte da Rede Colaborar há cerca de cinco anos e voluntariou-se porque gosta de participar na melhoria da tecnologia. "Sinto-me bem e sempre que possível venho cá".

Através da participação neste grupo, tem "visto coisas importantíssimas", como as aplicações orientadas para a saúde. "Acho bem o que fazem aqui no LivingLab, visto que há pessoas que não podem sair de casa, por qualquer motivo, e desta forma têm ginástica através da televisão", concluiu.

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