Só uma em cada 10 empresas faz ações de prevenção na área do álcool e drogas

Em apenas 21 por cento das empresas existem regulamentos sobre o uso de álcool ou drogas

25 de junho de 2014 - 17h17

Apenas uma em cada 10 empresas portuguesas promove ações de prevenção e tratamento dos problemas relacionados com o consumo de tabaco, álcool e drogas no local de trabalho, revela um estudo hoje divulgado.

O estudo, que analisa as políticas de prevenção e controlo do consumo de álcool e drogas no local de trabalho, conclui ainda que apenas duas em cada 10 empresas têm regulamentos sobre o consumo destas substâncias.

A investigação, que tem como base as respostas de 6.817 trabalhadores e pessoas temporariamente desempregadas ou de baixa médica (15-64 anos) recolhidas no âmbito do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral 2012, revela que 87,6 por cento das empresas não fazem ações de prevenção ou tratamento de problemas relacionados com álcool e drogas.

A investigação, promovida pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e das Dependências (SICAD), analisou o consumo diário de tabaco, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de medicamentos no último mês e o uso de substâncias ilícitas no último ano.

O estudo, que introduz pela primeira vez a análise dos consumos na população laboral, conclui ainda que em apenas 21 por cento das empresas existem regulamentos sobre o uso de álcool ou drogas no local de trabalho.

A investigação dá ainda conta da inexistência de análises para a deteção de consumo de álcool em 90,2 por cento das empresas e de drogas ilícitas em 93,8 por cento dos locais de trabalho.

Nas empresas em que as análises são feitas, a maioria ocorre de forma irregular (em cerca de 41 por cento dos casos).

Vanda Cruz, responsável da União Geral de Trabalhadores (UGT) pela segurança e saúde no trabalho, considera que existe "um vazio legal" na realização dos testes de deteção de álcool que é preciso preencher com regulamentos que garantam sigilo aos trabalhadores.

Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do estudo,faz a responsável adiantou que a UGT está a iniciar negociações com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) para um regulamento sobre esta matéria a incluir na contratação coletiva.

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