Sistemas de saúde dos militares e polícias vão ter défice de 60 milhões

Por outro lado, aumentos na ADSE traduzir-se-ão num excedente de 198 milhões de euros em 2014
24 de março de 2014 - 13h11



O aumento dos descontos previsto não garante a sustentabilidade financeira da ADM e da SAD, ao contrário do que se prevê para a ADSE, dá conta hoje o jornal Público.



Os subsistemas de saúde dos militares (ADM) e das forças de segurança (SAD) continuarão a ser deficitários, mesmo com o aumento dos descontos que o Governo insiste em levar por diante, escreve hoje o referido jornal.



Enquanto na ADSE (o subsistema de saúde que abrange a generalidade dos funcionários públicos) esse aumento se traduzirá num excedente de 198 milhões de euros em 2014, nos outros subsistemas o saldo entre as receitas e as despesas continuará a ser negativo, com um défice estimado em 60 milhões de euros.



A medida proposta pelo Governo e vetada pelo Presidente da República foi novamente a votos e aprovado no Parlamento na quinta-feira. Espera agora nova avaliação de Cavaco Silva.



Com o aumento dos descontos a cargo dos beneficiários de 2,5% para 3,5%,o Governo estima que o saldo do subsistema dos militares seja de 22 milhões de euros negativos.



No caso da SAD, que abrange 156.431 beneficiários da PSP e da GNR, o défice no final deste ano será de 38 milhões de euros. Trata-se, ainda assim, de uma evolução face ao saldo negativo de quase 68 milhões de euros de 2012, de acordo com as contas apresentadas pelo Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, durante a discussão do Orçamento do Estado para 2014.



SAPO saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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