Sindicatos agendam reuniões com Governo e terminam protesto no Ministério da Saúde

Cerca de quatro dezenas de sindicalistas ocuparam durante um curto período o Ministério da Saúde

3 de outubro de 2013 - 17h45

O Ministério da Saúde agendou hoje para dia 24 uma reunião com os sindicatos da função pública, que desmobilizaram após terem ocupado simbolicamente as instalações do ministério em Lisboa para exigir diálogo com o governo.

Cerca de quatro dezenas de sindicalistas da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais ocuparam durante um curto período, na tarde de hoje, os átrios do Ministério da Saúde e do edifício da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS, ao lado).

O protesto decorreu de forma pacífica e continuou depois na rua e serviu para os sindicalistas pressionarem o Ministério a recebê-los, uma exigência que vem desde o início do ano, disse aos jornalistas o dirigente sindical Luís Pesca.

“Decidimos dizer basta ao Ministério da Saúde e à ausência de diálogo que tem acontecido”, disse, recordando que já em janeiro os sindicatos tinham feito uma ação semelhante.

Ao governo, os sindicatos, disse Luís Pesca, quer falar de um acordo coletivo de trabalho para os hospitais, da criação de uma carreira de técnico auxiliar de saúde, da regulamentação dos horários de trabalho e da falta de pessoal, entre outros temas.

O problema, acrescentou, é que o Ministério não dialoga com o sindicato, “não mexe uma palha” nem sequer para dizer “não”, e os milhares de trabalhadores do setor não podem continuar “à espera de um secretário de Estado ausente”.

Com palavras de ordem como “Quanto mais calados mais somos roubados”, “A carreira é um direito, sem ela nada feito”, ou “Sim à negociação, não à imposição” os sindicatos abandonaram o local em menos de 30 minutos, depois de terem conseguido agendar uma reunião com o Ministério para dia 24 e outra com a ACSS no dia 21.

“Esperamos que já tenham respostas às reivindicações enviadas em janeiro. O ´não´é uma respostas, mas que tenham a coragem política para dizer não e depois assumirem as consequências”, avisou o sindicalista, em declarações à Lusa.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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