Ser pessimista pode ser a chave da longevidade

São os mais jovens os que se mostram mais otimistas sobre a sua situação daqui a cinco anos
20 de março de 2013 - 11h04



Os mais pessimistas sobre as perspetivas de felicidade futura vivem mais tempo e em melhor estado de saúde que aquelas que são otimistas, segundo um estudo alemão publicado no dia 28 de fevereiro.



"As pessoas mais velhas que esperam um nível de satisfação limitado sobre a sua futura situação pessoal vivem mais tempo e em melhor estado de saúde que as que imaginam um futuro cor-de-rosa", escreve em comunicado um instituto económico alemão, que cita o estudo universitário.



Os investigadores da Universidade Friedrich-Alexander de Nuremberg basearam-se em dados de um outro estudo socioeconómico alemão, que incluiu 30.000 pessoas desde 1984, para obterem as referidas conclusões.



"É provável que o facto de ser mais pessimista sobre o futuro incite as pessoas mais velhas a cuidarem mais da sua saúde e a mostrarem-se mais prudentes", sugere Frieder Lang, diretor do instituto de psicologia gerontológica da Universidade de Nuremberg, cita a agência France Presse.



Entre as pessoas analisadas, são as mais jovens as que se mostram mais otimistas sobre a sua situação daqui a cinco anos.



“Quando mais idade a pessoa tem, mais pessimista ela é”, comenta o autor do estudo.



Por outro lado, quanto maior for a disponibilidade financeira da pessoa e melhor a sua saúde, mais se pessimista é sobre o futuro, porque o potencial de melhoria é ainda mais escasso.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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