«Saúde Mais Próxima» combate doenças cardiovasculares com consultas gratuitas

Projeto já acompanhou mais de cinco mil pessoas em Lisboa
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) reforça a sua política de apoio à saúde, realizando consultas gratuitas a todos os que recorrem ao programa “Saúde Mais Próxima”.



Nos próximos três meses, o programa «Saúde Mais Próxima» vai dedicar-se às doenças cardiovasculares e conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC).



Após cinco meses de intervenção junto da população de Lisboa, o programa «Saúde mais Próxima” já avaliou e prestou apoio a mais de cinco mil pessoas, das quais cerca de 800 foram encaminhadas para unidades de saúde locais. Essas pessoas continuam a ser acompanhadas pela equipa de profissionais de saúde da SCML.



Desde 18 de Setembro até 16 de novembro, a equipa de profissionais de saúde da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai prestar apoio na área das doenças cardiovasculares em 24 bairros municipais e históricos da cidade de Lisboa. Aterosclerose, angina de peito, acidente vascular cerebral, enfarte agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca são algumas das doenças que estão na base deste programa da «Saúde mais Próxima».



Segundo Mário Lopes, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, «todas as situações de stress que causam ansiedade, acabam por constituir um fator de risco para as doenças Cardiovasculares. As arritmias, o enfarte agudo do miocárdio ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC) são apenas alguns exemplos. Ainda assim, é importante não ignorar a gestão de elementos isolados de risco como o tabagismo, dieta, exercício, pressão arterial e lípidos (gorduras no sangue), que têm impacto no risco global cardiovascular. Mas acima de tudo, uma atitude proactiva e positiva de otimismo é a melhor forma de contrariar a importância desse stress como fator de risco».



«Depois das doenças respiratórias e da obesidade optámos pelas doenças cardiovasculares, porque estamos a falar de um conjunto de doenças que ocorrem muitas vezes de forma súbita, sem que seja possível prestar um rápido auxílio através de intervenção médica. Acreditamos que podemos fazer a diferença se apostarmos não só na deteção e prevenção, como também em ações de sensibilização destinadas a promover uma rápida leitura dos sinais de alerta e uma correta intervenção», refere Helena Lopes da Costa, administradora com o pelouro da Saúde da SCML.



Reconhecer os sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC) ou de um enfarte do miocárdio é fundamental para reduzir o tempo de intervenção e aumentar as possibilidades de recuperação. É importante não esquecer que 70 por cento das mortes por AVC e aproximadamente 80 por cento das mortes por enfarte agudo de miocárdio ocorrem fora ou antes da chegada ao hospital, sobretudo porque os doentes desvalorizam os sinais e tardiamente solicitam ajuda.



Ultrapassar a barreira da iliteracia e do desconhecimento geral de modo a prevenir todo um conjunto de sequelas que fazem das doenças cardiovasculares, não só a principal causa de morte no nosso país como também uma importante causa de incapacidade, é um dos objetivos do programa «Saúde mais Próxima». «Não podemos ignorar o elevado número de doentes que todos os anos chega ao Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão, um dos hospitais da SCML, em busca de uma reabilitação motora e cognitiva que foi abalada devido a um AVC. Nos últimos cinco anos, a taxa de AVC em Portugal aumentou cerca de cinco por cento», acrescenta Helena Lopes da Costa.


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