São Francisco Xavier quer médicos da Alfredo da Costa para aumentar partos e melhorar serviço

Profissionais estão a trabalhar mais horas do que seria desejável
11 de fevereiro de 2013 - 15h22



A administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CLHO) alertou hoje para a falta de obstetras, pediatras e neonatologistas no Hospital São Francisco Xavier, profissionais necessários para que os serviços saiam da situação de “pré-ruptura”.



A presidente do Conselho de Administração do CHLO, que integra o São Francisco, assume que tem equipas “a funcionar em pré-ruptura”, com um número mínimo de profissionais e a trabalhar mais horas do que seria desejável.



“As especialidades que temos em pré-ruptura são a obstetrícia e ginecologia, a neonatologia e a pediatria geral”, indicou Maria João Pais aos jornalistas, no final de uma visita do ministro da Saúde, Paulo Macedo, às crianças internadas no São Francisco Xavier.



A responsável diz que a área materno-infantil tem tido carências, sobretudo ao nível dos recursos humanos, já que as instalações permitem fazer muito mais do que tem sido feito, nomeadamente ao nível dos nascimentos.



No São Francisco Xavier nascem cerca de 2.600 crianças por ano, quando os serviços têm capacidade para fazer cerca de 4.000 partos, segundo Maria João Pais.



Por isso, a presidente e diretora clínica espera receber profissionais da Maternidade Alfredo da Costa, que será integrada na Estefânia, enquanto avança a construção do Hospital de Todos os Santos.



“Prevê-se que uma parte do excedente de profissionais venha para este hospital e outra parte para o Garcia de Orta”, declarou, adiantando que o laboratório da Procriação Medicamente Assistida será todo integrado no São Francisco Xavier.



Nas contas de Maria João Pais, este hospital precisa, no mínimo, de mais 10 ginecologistas obstetras, quatro neonatologistas e seis pediatras para conseguir manter em funcionamento, de forma segura, todas as consultas e ter escalas adequadas nas urgências.



“Neste momento ainda não estamos a encaminhar doentes para outros hospitais, espero que não venha a ser necessário. Há é um esforço enorme, sobretudo da parte dos médicos, para manter a urgência aberta”, indicou.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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