Santa Maria e São José passam a ter urgências noturnas permanentes de sete especialidades

Desde setembro, as sete especialidades eram feitas alternadamente entre os dois hospitais de Lisboa
2 de julho de 2014 - 13h01



As urgências noturnas de sete especialidades em Lisboa, que desde setembro eram feitas alternadamente nos hospitais de Santa Maria e São José, estão desde terça-feira disponíveis permanentemente nestas instituições, anunciou a Administração Regional de Saúde (ARS).



A nota da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, enviada à comunicação social às 23:57 de terça-feira, refere que as alterações, que entraram em vigor nesse mesmo dia, “traduzem-se na reorganização das regras de referenciação, do INEM e entre hospitais, para os doentes identificados nas especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia maxilo-facial e cirurgia vascular”.



Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, fez um balanço positivo das alterações introduzidas, mas justifica as novas mudanças com a “diminuição” do número de doentes transferidos.



Esta diminuição deveu-se, segundo Luís Cunha Ribeiro, aos “critérios clínicos” entretanto criados e que terão levado alguns doentes a permanecerem nos hospitais da sua referência, evitando assim a sua transferência.



A 13 de setembro do ano passado, onze dias após ter arrancado a segunda fase da reorganização da Urgência Metropolitana de Lisboa (UML), com as especialidades de psiquiatria e oftalmologia, o Ministério da Saúde tinha avançado com dados opostos.



Segundo o Ministério da Saúde, registou-se um acréscimo diário de atendimentos, quer na especialidade de oftalmologia, quer na de psiquiatria.



"A concentração de urgências representou assim um acréscimo de sete doentes/dia para os serviços" daquelas duas unidades (Centro Hospitalar de Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Lisboa Central), acrescentava a nota do Ministério da Saúde.



Apesar da mudança que entrou terça-feira em vigor, a ARS refere que o modelo aplicado em setembro do ano passado, foi “um bom modelo organizacional, com inegáveis ganhos para o cidadão”.



“Cumpre introduzir melhorias neste modelo, tornando-o ainda mais acessível, equitativo e capaz de responder às necessidades dos cidadãos, à evolução esperada de fatores intervenientes no sistema e prepará-lo para novos desafios, nomeadamente uma resposta coordenada e integrada ao doente traumatizado grave”, lê-se na nota da ARS.



A reestruturação da oferta de serviços de urgência na região pressupõe a implementação de dois polos fixos permanentes de UML (especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia máxilo-facial e cirurgia vascular), no CHLN e no CHLC, que são, simultaneamente, os dois centros de trauma da região de Lisboa e Vale do Tejo.



“Desta forma aumenta-se o acesso a serviços de urgência diferenciados, a equidade no tratamento dos doentes e dá-se um passo significativo na melhoria da abordagem dos doentes traumatizados graves, com a constituição formal de dois centros de trauma”, prossegue o comunicado.



A ARS refere que “as escalas desses dois polos são elaboradas e asseguradas pelos elementos desses centros hospitalares”.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários