Ressonância magnética ao cérebro consegue diagnosticar grau da dor

Dor amorosa não é reconhecida pelo mecanismo
11 de abril de 2013 - 11h09



Cientistas anunciaram, na quarta-feira, a descoberta de uma forma de reconhecer a dor a partir de uma ressonância magnética ao cérebro, o que pode abrir caminho para testes capazes de avaliar a precisão da gravidade dos problemas de saúde.



"Ainda não há uma forma aceitável de medir a dor e outras emoções para além de perguntar a uma pessoa como ela se sente", lembrou Tor Wager, principal autor do estudo, publicado no New England Journal of Medicine.



Foram realizadas ressonâncias magnéticas em 114 voluntários, no momento em que recebiam calor moderado a alto no antebraço direito. O estudo foi conduzido por Tor Wager, professor associado de Psicologia e Neurociência da Universidade do Colorado, em Boulder, juntamente com colegas da Universidade de Nova Iorque, da Universidade Johns Hopkins e da Universidade do Michigan.



Os especialistas surpreenderam-se ao descobrir que os sinais encontrados nos cérebros eram transferíveis entre diversas pessoas, permitindo aos cientistas prever o grau de dor com uma precisão de 90% a 100%.



"Encontrámos um padrão, por meio de múltiplos sistemas cerebrais, que diagnostica quanta dor uma pessoa sofre em resposta à exposição a um calor doloroso", explicou Wager.



O teste foi feito ainda num subgrupo de participantes que tinham terminado um relacionamento amoroso recentemente. A estes voluntários foi-lhes apresentada a foto do antigo ou antiga companheiro(a).



Embora estudos prévios apontem para que a atividade mental perante uma desilusão amorosa seja semelhante à de uma pessoa que experimenta dor física, este estudo indica esse tipo de dor está ausente na pessoa que sofre por amor, ou pelo menos não é visível na ressonância.



Os cientistas descobriram ainda que o sinal da dor diminuía nos cérebros dos pacientes tratados com analgésicos recentemente.



SAPO Saúde com AFP


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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