Rastreio ao cancro oral arranca até final de março

Médicos de família irão encaminhar os casos suspeitos para os dentistas
15 de janeiro de 2014 - 15h16



O rastreio ao cancro oral, um dos mais prevalentes em Portugal, vai avançar até final de março, afirmou hoje, no Porto, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva.



“Preparamos tudo para que o programa se inicie, queremos ter a certeza de que tudo corre bem. Há uma plataforma informática, de contacto com os médicos de família, e há um conjunto de médicos dentistas que estará envolvido neste processo”, disse Orlando Monteiro da Silva, em declarações à Lusa.



O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, que hoje foi distinguido com o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade do Porto, referiu que nos próximos dois meses serão selecionados “cerca de 240 médicos dentistas, de modo a cobrir geograficamente todo o país”.



“Estamos dentro dos prazos e a cumprir aquilo que foi prometido. O mais tardar até ao final de março, iniciaremos o programa de rastreio diagnóstico e tratamento do cancro oral”, sublinhou.



Segundo este responsável, os médicos de família irão encaminhar os casos suspeitos para os dentistas que depois realizarão uma biopsia para confirmar a doença.



A Ordem dos Médicos Dentistas está a desenvolver com a Direção-Geral da Saúde (DGS) as linhas de implementação para o programa cancro oral.



Para o bastonário, os médicos dentistas estão “favoravelmente posicionados” para a deteção precoce deste cancro, a qual assume uma “extrema importância” nesta doença.



Isto porque o tratamento dos tumores da cavidade oral diagnosticados atempadamente apresenta taxas de sucesso muito elevadas, “daí a importância do arranque do programa cancro oral”.



Segundo Orlando Monteiro da Silva, a plataforma a utilizar neste programa será a mesma do cheque dentista, embora a população alvo seja “totalmente diferente”.



“A população vai ser rastreada pelos médicos de família e depois ser encaminhada para os médicos dentistas que irão proceder ao diagnóstico através de uma biopsia e posterior encaminhamento em meio hospitalar”, explicou.



Em relação aos médicos de família, Orlando Monteiro da Silva considera que estes estão suficientemente sensibilizados para o flagelo que é esta doença.



Serão eles que irão observar a cavidade oral dos doentes e – no caso de lesões ou feridas – encaminhá-los para os médicos dentistas a quem cabe realizar uma biopsia.



Nos casos em que a biopsia tiver um resultado positivo, os doentes serão encaminhados para o devido tratamento hospitalar, adiantou o bastonário.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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