Quase quatro em cada dez doentes de epilepsia não estão controlados

É uma das doenças neurológicas mais frequentes e afeta cerca de 50 mil portugueses

18 de fevereiro de 2014 - 11h51



A epilepsia, uma das doenças neurológicas mais frequentes - a par da patologia vascular cerebral, as demências e as cefaleias - afeta cerca de 50 mil portugueses, sendo que a prevalência nacional ronda cinco doentes por cada mil habitantes.



É causada por descargas elétricas excessivas anormais das células nervosas ou neurónios no cérebro, sendo que cerca de 30 a 40% dos casos não estão completamente controlados, necessitando de várias tentativas de ajuste medicamentoso ou mesmo, nalguns doentes, de um tratamento cirúrgico. Para dar resposta a estes casos, já está disponível em Portugal uma nova alternativa terapêutica.



“Infelizmente, há ainda em Portugal um grande estigma em torno dos doentes com epilepsia. É assim importante desmistificar a patologia e esclarecer que, quando devidamente medicados e as suas crises convenientemente controladas, as pessoas com epilepsia são cidadãos comprometidos e ativos nas suas diversas áreas profissionais", diz Francisco Sales, Neurologista e ex-presidente da Liga Portuguesa contra a Epilepsia.



"Os profissionais de saúde, nomeadamente, os neurologistas já têm as terapêuticas mais inovadoras à sua disposição, por isso, o mais importante é um correto diagnóstico e, a partir daí, o acompanhamento especializado do doente e o suporte familiar, por forma a que a recuperação e a plena integração do doente com epilepsia seja conseguida", alerta.



Em algumas camadas da população há, ainda, pessoas que acreditam que a epilepsia é uma doença mental ou contagiosa.



Trata-se de uma doença neurológica frequente e que tem tratamento. Sendo uma patologia do Sistema Nervoso Central, as causas do seu aparecimento podem estar relacionadas com o desenvolvimento de situações clínicas como um acidente vascular cerebral, meningites, traumatismos crânio-encefálicos ou tumores, por exemplo.



O tratamento mais comum passa pela medicação farmacológica que ajuda os doentes a não ter crises ou a diminuir o número da mesmas. Em alguns casos, é necessário efetuar procedimento cirúrgico que consiste na remoção de uma parte do tecido cerebral, incluindo a zona onde se iniciam as crises, sem retirar tecido que possa prejudicar o normal funcionamento do doente.



SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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