Quase metade dos imigrantes tem medo de contrair VIH

Quase metade (48%) dos imigrantes inquiridos num estudo promovido pela Liga Portuguesa Contra a Sida disse estar “muito preocupado” com a possibilidade de contrair o vírus VIH, mas 57% ainda não realizarem o teste.

O inquérito faz parte do projeto de promoção e educação para a saúde "Vamos Ganhar Defesas", desenvolvido nos últimos quatro anos junto de 395 imigrantes oriundos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, residentes na área metropolitana de Lisboa.

O objetivo foi caracterizar esta população e avaliar os seus conhecimentos, comportamentos e práticas de alimentação, segurança alimentar, higiene oral e corporal e de prevenção do VIH/Sida, através da realização de ações de sensibilização e (in)formação, adaptadas às necessidades e características desta população.

A maioria dos participantes (56,2%) são mulheres, 51,4% são solteiros, 20,3% não estudou ou tem 1º Ciclo incompleto, 19% estudou até ao 9º ano e 11,9% tem o ensino Superior

A grande maioria (80,2%) vive em Portugal há mais de cinco anos, 92% têm a situação legalizada, sendo que 29,3% residem na margem sul e 21,5% no concelho da Amadora.

Quanto à situação profissional, 42,6% estão empregados, 41,2% desempregados, 8,9% são estudantes e 7,4% reformados,

Os resultados do projeto, divulgados hoje na conferência promovida pela Liga “Vamos Ganhar defesas”, revelam que 27% dos inquiridos não estão “nada preocupados” com a possibilidade de poder contrair o VIH, 16% estão “moderadamente” preocupados e 9% pouco preocupados.

Questionados sobre se o VIH é responsável pela Sida, 73% afirmaram que sim, 6% que não e 21% não sabiam.

Há quem pense que existe vacina contra o vírus da Sida

À pergunta “Existe uma vacina para prevenir o vírus que causa a sida”, 46% disseram que não, 30% que sim e 24% não sabiam.

Quando questionados sobre se “existe cura para a sida”, 66% afirmaram que sim, contra 16% que reponderam negativamente.

A maioria (65%) pensa que “as pessoas infetadas mostram rapidamente sintomas” da doença e 62% consideram que “só homossexuais, toxicodependentes e trabalhadores do sexo correm risco”.

Dez por cento dos inquiridos consideram que “beijar, abraçar, apertar a mão são vias de transmissão do vírus” e 71% que o “uso correto de preservativos é a proteção eficaz do vírus”.

Comentários