Quase 200 enfermeiros madeirenses emigraram desde o início de 2012

O destino predominante foi o Reino Unido.

14 de maio de 2013 - 2h28

Quase duas centenas de enfermeiros deixaram o Serviço Regional de Saúde da Madeira desde o início de 2012, optando por emigrar, segundo a Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros.

De acordo com os dados daquele organismo, em 2012 foram 127 os enfermeiros que "solicitaram a declaração de equivalência à Diretiva Europeia 2005/36/CE, de 07 de setembro, relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais".

"No ano corrente, e até hoje, já solicitaram 66 enfermeiros", sendo que o destino predominante foi o Reino Unido.

Segundo o presidente da secção regional, Ricardo Silva, "há cada vez mais enfermeiros a emigrar em busca de melhores condições de trabalho, em busca de um reconhecimento profissional que não lhes é dado” no arquipélago.

O responsável advertiu que há enfermeiros a ficar com "vencimentos superiores, por vezes o dobro e em alguns lugares o triplo".

O número de profissionais a sair do serviço madeirense está cada vez "mais elevado" porque as "empresas de recrutamento estão a aliciar os enfermeiros da região", explicou.

Tem também aumentado o número de profissionais que "estão a desvincular-se até de contratos de funções públicas", referiu.

Assim, apontou Ricardo Silva, é "urgente um reforço dos enfermeiros na região", pois "as dotações estão a assumir níveis perigosos", não dando os cidadãos o sentimento de segurança a que já "estavam habituados".

O presidente do conselho diretivo regional lembrou que "por cada euro investido em prevenção, são dez euros poupados em tratamento".

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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