Psicólogos começam hoje a debater futuro na maior reunião de sempre em Portugal

Bastonário diz que existem psicólogos mas faltam formas de eles chegarem mais a quem precisa
10 de setembro de 2014 - 09h01



Os serviços dos psicólogos precisam de ser cada vez mais usados em diferentes áreas, algo que está por acontecer, diz o bastonário da classe no dia em que começa em Lisboa a maior reunião de psicólogos de sempre.



Com a sessão de abertura marcada para hoje, ao 2.º Congresso Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses junta-se o IX Congresso Ibero-Americano de Psicologia, o que faz com que até ao fim de semana estejam mais de 2.000 profissionais (de 11 países) no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com cerca de 1.650 intervenções previstas.



O objetivo é afirmar os psicólogos no espaço ibero-americano e refletir sobre a psicologia, embora o bastonário já faça um diagnóstico: há psicólogos mas falta formas de eles chegarem mais a quem precisa.



“Nós temos de facto um conjunto muito apreciável de gente formada em psicologia, na Ordem temos inscritas cerca de 20 mil pessoas”, mas “a correspondência entre a produção dos psicólogos “ e a sua utilização nos serviços “tem de ser aumentada”, diz o bastonário, Telmo Mourinho Baptista, em declarações à Lusa.



E acrescenta: há uma necessidade, quanto a nós premente, de que se utilize mais os serviços dos psicólogos nas várias áreas. Isso ainda não esta totalmente feito e teremos de fazer todo um trabalho para que isso cresça nas várias áreas, da saúde, da educação, das organizações, do desporto, da justiça… há espaço para que haja uma maior utilização dos psicólogos.



Telmo Mourinho Baptista cita as estatísticas para dizer que uma em cada cinco pessoas pode vir a ter uma perturbação, de depressão a ansiedade, de perturbações decorrentes do stress, de consumo ou familiares. Todas com um “impacto muito grande na vida das pessoas” e para as quais “há respostas psicológicas muito claras”.



O bastonário não tem dúvidas de que há o reconhecimento da classe mas também não tem dúvidas de que é preciso encontrar formas de os psicólogos chegarem “mais às pessoas”. “Porque há muita gente a trabalhar no privado mas isso limita o acesso, e para garantir o acesso temos de ter soluções públicas de acesso mais próximo das pessoas”, diz.



Segundo o responsável há desemprego na classe (quatro mil licenciados registados nos Centros de Emprego) mas a psicologia tem mais do que as áreas tradicionais, como a psicologia comunitária, do desporto ou da justiça, que são “de excelência” para o futuro da profissão, que começa hoje a ser discutido por quase 2.200 psicólogos.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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