Profissionais de saúde e utentes protestam hoje contra "ataque" ao SNS

O protesto tem início às 18h00 em frente do Ministério da Saúde
30 de agosto de 2013 - 09h25



Associações de utentes e de profissionais de saúde organizam hoje uma ação de protesto frente ao ministério, contra a redução das urgências, o encerramento de várias unidades de saúde e a falta de resposta dos serviços.



A designada Plataforma de Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) organizou esta iniciativa para reclamar uma nova política de saúde que não atente contra o SNS, como considera que este Governo está a fazer.



Em causa estão algumas medidas como a intenção de “reduzir as urgências na Grande Lisboa, concentrando todas as especialidades no período noturno, em dois hospitais, ficando apenas um, rotativo entre Santa Maria e S. José”, refere a plataforma no seu manifesto.



A plataforma considera que esta alteração vai trazer “consequências dramáticas para as populações”, que correm o risco de ter que ir a dois hospitais na mesma noite, e questionam quem garante e assume os custos da deslocação e quanto tempo de espera implicará cada urgência.



Quanto ao argumento da escassez e do envelhecimento dos médicos, profissionais de saúde e utentes rejeitam-na, lembrando que não é promovida a abertura de concursos públicos que fixem jovens médicos.



O manifesto faz ainda referência ao encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, do instituto de oftalmologia Dr. Gama Pinto, do Hospital Pulido Valente, de extensões de centros de saúde e à redução de especialidade clínicas em grandes hospitais.



Outro dos motivos do protesto é a falta de resposta nos cuidados paliativos e nas unidades de cuidados continuados, bem como a falta de material básico em muitas unidades de saúde.



Lembrando que o SNS é “um dos pilares fundamentais do regime democrático e um fator determinante da coesão social e de progresso”, esta plataforma considera que está em marcha um “ataque ao SNS” e que esta é uma “opção clara do atual Governo”, no seguimento das orientações da troika.



Esta iniciativa compreende organizações como a Comissão de Utentes da cidade de Lisboa, Direção Regional de Lisboa do sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Movimento Democrático de Mulheres, Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, Sindicato dos Médicos da zona sul, Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Regiões Autónomas e a União dos Sindicatos de Lisboa.



O protesto tem início às 18:00 em frente do Ministério da Saúde.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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