Portugueses só vão ao dentista quando a dor aperta

Procura diminuiu 30% em quatro anos. Rastreio de cancro oral arranca com rede de 240 dentistas
20 de março de 2014 - 17h30



Os portugueses estão a ir cada vez menos e cada vez mais tarde ao médico dentista. Em quatro anos, diminuiu em cerca de 30% a procura de consultas e tratamentos dentários, constata a Ordem dos Médicos Dentistas, esta quinta-feira, Dia Mundial da Saúde Oral.



Desde 2008 até 2012 houve uma quebra de 30% na procura, calcula o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, que se baseou nos dados das declarações de IRS de uma amostra de clínicas dentárias para chegar a este valor, escreve o jornal Público.



“As pessoas resguardam-se para as situações de maior aperto, dor, grande desconforto”, lamenta o bastonário.



"É um barato que sai caro. Implica mais dor, mais patologia, mais absentismo e até extrações de dentes que seriam evitáveis”, conclui.



Já este ano, o Ministério da Saúde anunciou em Diário da República o arranque de um programa de prevenção, rastreio e tratamento do cancro oral com recurso a uma rede de 240 médicos dentistas, que serão responsáveis pela avaliação de casos referenciados pelos médicos de família.



O programa prevê a realização de 5 mil biópsias só este ano.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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