Portugueses consumiram mais medicamentos, mas gastaram menos

Gastos com medicamentos em 2012 foram os mais baixos nos últimos 5 anos
11 de fevereiro de 2013 - 10h18



O Ministério da Saúde anunciou hoje que em 2012 os gastos com medicamentos, suportados pelos utentes e o Serviço Nacional de Saúde (SNS), foram os mais baixos dos últimos cinco anos.



Com base na Análise do Mercado de Medicamentos (em ambulatório) do observatório da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), o ministério de Paulo Macedo concluiu que os portugueses adquiriram mais fármacos (mais 5,8 milhões de embalagens) e pouparam mais de 190 milhões de euros, em 2012.



O relatório indica que o preço médio dos medicamentos em ambulatório desceu de 13,01 euros em 2007 para 10,71 euros no ano passado.



O SNS registou, ao nível das comparticipações de medicamentos, uma poupança de 151 milhões de euros, em 2012, de acordo com o mesmo documento.



Em valor, os medicamentos para a hipertensão (anti-hipertensores da classe modificadores do eixo renina angiotensina), a diabetes (antidiabéticos orais) e o colesterol (antidislipidémicos) lideram o mercado, com 23,6 por cento do total das vendas (cerca de 614 milhões de euros).



De acordo com o mesmo documento, a substância ativa que lidera o mercado é a rosuvastatina (colesterol), seguida de duas substâncias ativas da classe dos antidiabéticos orais.



As três substâncias ativas representam 6,2 por cento do mercado.



Em volume, “o mercado é liderado pelo grupo dos medicamentos ansiolíticos, sedativos e hipnóticos”, enquanto a substância com maior número de embalagens vendidas é o paracetamol, seguida do ácido acetilsalicílico.



Em relação aos medicamentos genéricos, o relatório refere que o seu valor desceu 19,4 por cento em 2012, enquanto o volume de vendas aumentou 18,4 por cento, face a 2011.



Em média, um medicamento genérico custou no ano de 2012 menos 3,33 euros do que em 2011 e menos 12,79 euros do que em 2007.



Em valor, registou-se um crescimento da quota de mercado de 21,6 por cento em 2011 para 25 por cento em 2012.



No mercado do SNS, a quota de medicamentos genéricos apresenta níveis superiores aos observados no mercado total, sendo que a quota em valor ascendeu aos 35,1 por cento (em embalagens) e a 20,9 por cento (em valor), no período entre janeiro e novembro de 2012.



A sinvastatina (contra o colesterol) é a substância ativa mais vendida em volume e em valor, existindo 173 diferentes apresentações disponíveis no mercado em 2012.



O Infarmed ressalva que “existe um grande potencial para a evolução deste mercado, uma vez que a quota de genéricos no seu mercado total concorrencial (conjunto de substâncias ativas que têm medicamentos genéricos comercializados) é 41,43 por cento”.



SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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