Portugal é o oitavo país no mundo onde melhor se come

Angola, pelo contrário, é o terceiro pior depois do Chade e da Etiópia
15 de janeiro de 2014 - 15h21



Angola está entre os três países com pior alimentação, em particular devido ao custo dos alimentos e à volatilidade dos preços, revela um índice hoje divulgado que coloca Holanda, França e Suíça como os três melhores.



O índice "Good Enough to Eat" ("Suficientemente bom para comer"), elaborado pela organização não-governamental Oxfam, avalia a situação alimentar de 125 países do mundo tendo em conta quatro questões: se as pessoas comem o suficiente, se as pessoas conseguem pagar os alimentos, se os alimentos são de qualidade e quais os malefícios na saúde provocados pela alimentação (obesidade, diabetes).



No topo da lista dos que melhor comem estão os holandeses, os franceses e os suíços, enquanto no último lugar está o Chade, antecedido da Etiópia e de Angola, ambos na penúltima posição.



Portugal ocupa a 8.ª posição, ex-aequo com a Irlanda, Itália, Luxemburgo e Austrália.




20 melhores na maioria europeus






Todos os 20 melhores países são europeus exceto um (a Austrália), sendo a ausência de desnutrição e o total acesso a água potável os fatores que mais pesam na sua classificação.



Entre os 30 últimos, há 26 países africanos (incluindo Angola e Moçambique) e quatro asiáticos, Laos, Bangladesh, Paquistão e Índia.



No caso de Angola, os fatores que mais pesam na classificação são o custo dos alimentos e a volatilidade dos preços da comida, a que se soma a má diversidade nutricional e o reduzido acesso a água potável.



"Angola sofre o nível mais alto de volatilidade dos preços de todos os países no índice, exceto o Zimbabué", alerta a Oxfam, explicando que os preços elevados dos alimentos impõem um enorme custo humano aos pobres do mundo, que gastam até 75% dos seus rendimentos em comida.



A classificação de Angola no critério da volatilidade dos preços, acrescenta a organização, "reflete a inflação elevada e instável que tem afetado toda a economia do país na última década, tornando difícil aos angolanos poupar e pagar necessidades básicas, incluindo alimentos.



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