Poluição matou sete milhões de pessoas em 2012, diz OMS

Estudo revela que a ligação entre poluição e doenças cardiovasculares e cancro do pulmão é grande
25 de março de 2014 - 09h38



Pelo menos sete milhões de pessoas morreram em 2012 devido à contaminação do ar, revela um estudo publicado esta segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).



"Globalmente, mais de sete milhões de mortes são devidas aos efeitos da contaminação do ar exterior e doméstico, e as regiões da Ásia e do Pacífico são as mais afetadas", com 5,9 milhões de vítimas mortais, informou a OMS.



Os números estão em crescimento se comparados ao estudo anterior, feito em 2008. Os resultados são "chocantes e bem mais preocupantes", afirmou María Neira, diretora do departamento de saúde pública da OMS.



"A contaminação do ar é, agora, o fator ambiental mais importante sobre a saúde e todo mundo é afetado, tanto os países ricos como os mais pobres", acrescentou.



Os resultados do estudo apontam que "os riscos devido à contaminação do ar são agora mais importantes do que se pensava, em particular no que se refere às cardiopatias e aos acidentes vasculares cerebrais".



"Poucos riscos têm um impacto superior sobre a saúde mundial atualmente que a contaminação do ar (...) e é necessária uma ação conjunta para tornar o ar que respiramos mais limpo".



Em 2012, 3,7 milhões de pessoas morreram na sequência dos efeitos da contaminação externa e 4,3 milhões devido ao ar doméstico - fumo e emissões dos aparelhos de cozinha, aquecidos com madeira e carvão, ou sistemas de calefação.



No estudo anterior, realizado em 2008, a OMS contabilizou 3,2 milhões de mortos por causa da contaminação do ar, dos quais 1,3 milhão foram consequência da contaminação externa e 1,9 milhão da contaminação doméstica.



Estes novos números de 2012 "são muito preocupantes", disse Neira, estimando que uma ação contra a poluição do ar poderia "salvar milhões de vidas".



O estudo de 2012 revela ainda que há um vínculo mais forte do que se pensava entre a poluição aérea e as doenças cardiovasculares e o cancro do pulmão.



SAPO Saúde com AFP


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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