Pessoas agressivas e cínicas são mais propensas a sofrer um AVC

Fatores de risco tradicionais não são os únicos a aumentarem a propensão ao AVC
11 de julho de 2014 - 12h11



Ter sentimentos de agressividade, cinismo ou hostilidade pode duplicar o risco de umacidente vascular cerebral (AVC) em pessoas da meia idade ou em adultos mais velhos, revelou um estudo divulgado na quinta-feira (10.07).



O estudo, publicado no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração, revela também que a depressão e o stress aumentam o risco de derrame cerebral.



Na investigação, mais de 6.700 adultos com idades entre os 45 e os 84 anos responderam a questionários sobre o seu estado mental e comportamento. Esses inquéritos avaliaram o stress crónico, depressão, raiva e hostilidade nestes indivíduos durante dois anos.



Os indivíduos não reportaram doenças cardíacas no início do estudo. Foram acompanhados entre 8 e 11 anos, um período no qual 147 tiveram um AVC e 48 tiveram ataques isquémicos transitórios (AIT), um bloqueio temporário do fluxo sanguíneo no cérebro.



Os cientistas descobriram que os indivíduos com os maiores níveis de hostilidade - medidos pela avaliação das expectativas cínicas de uma pessoa a respeito das motivações dos demais - foram duas vezes mais propensos a sofrer um AVC ou AIT, em comparação com aqueles que têm níveis mais reduzidos.



De forma similar, taxas elevadas de sintomas depressivos representaram um risco 86% maior e os cronicamente stressados corriam um risco 59% maior de sofrer um AVC ou AIT.



O estudo incluiu uma mistura ampla de indivíduos caucasianos, afro-americanos, hispânicos e asiáticos.



As associações entre a psicologia e o risco de AVC mantiveram-se mesmo depois de os cientistas consideraram fatores como a idade, raça, sexo, comportamento de saúde e outros fatores de risco.



"Dá-se ênfase a fatores de risco tradicionais - níveis de colesterol, pressão sanguínea, tabagismo e assim por adiante - e estes realmente são muito importantes, mas estudos como este mostram que as características psicológicas são igualmente importantes", disse a principal autora do estudo, Susan Everson-Rose, professora associada de medicina na Universidade de Minnesota, em Mineápolis.



Por SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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