PCP contra a criação do Grupo Hospitalar da Península de Setúbal

Os deputados do PCP contestam a criação do Grupo Hospitalar da Península de Setúbal, considerando que a "fusão" dos hospitais de Almada, Setúbal e Barreiro/Montijo será prejudicial para os utentes.

Hospital Garcia de Orta, em Almada, 30 de janeiro de 2014. MÁRIO CRUZ/LUSA

créditos: © 2014 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Uma resolução do PCP lembra que foi apresentada pelo Governo a proposta de criação do "Grupo Hospitalar da Península de Setúbal", resultante da fusão de unidades como o Hospital Garcia de Orta, em Almada, o Centro Hospitalar de Setúbal e o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, o que “causa uma enorme preocupação em toda a região”.

"Já conhecemos o resultado da criação de centros hospitalares na região e que conduziram ao encerramento e concentração de serviços e valências, por isso é expectável que o processo de constituição do Grupo Hospitalar vá no mesmo sentido, em prejuízo dos utentes", adiantam os comunistas.

Para o PCP, a eventual criação de um Grupo Hospitalar na Península de Setúbal não assenta em critérios de "natureza clínica ou de melhoria da prestação de cuidados".

"O seu principal objetivo é reduzir despesa pública à custa da saúde dos utentes. Mais uma vez, se constata que este Governo privilegia os critérios de natureza economicista", salientam o PCP.

Os deputados comunistas defendem que se deveria reforçar os serviços e valências nas unidades hospitalares existentes, bem como avançar para a construção do Hospital do Seixal e do novo hospital Montijo/Alcochete.

artigo do parceiro: Susana Krauss

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