Os tratamentos disponíveis para o Ébola

Todos os fármacos já disponíveis ou em fase de teste
28 de agosto de 2014 - 12h21



Vários medicamentos antivirais e vacinas experimentais estão a ser preparados como resposta inicial à epidemia sem precedentes de Ébola que assola o oeste africano.



Nenhum destes fármacos foi homologado para tratar o Ébola. Segundo o epidemiologista da Universidade de Oxford Olivier Brady, pelo menos 30.000 pessoas precisam ou vão precisar de tratamento ou vacina.



Tratamentos:



- O ZMapp é um coquetel de três anticorpos "monoclonais" desenvolvidos pela Mapp Bio (Biopharmaceutical), em parte derivado do tabaco, graças ao laboratório Kentucky BioProcessing (filial da fabricante de cigarros) e à engenharia genética.



Nunca testado anteriormente em humanos, apesar de ter obtido resultados bons em macacos, este medicamento foi administrado a pelo menos sete pessoas: dois americanos ficaram curados, um padre espanhol e um médico liberiano faleceram, e um médico e um doente liberiano, assim como um doente britânico repatriado de Serra Leoa, estão neste momento a receber tratamento.



As reservas deste tratamento estão esgotadas, indicou a empresa a 12 de agosto. Seriam necessários vários meses antes de obter uma "quantidade modesta", segundo Anthony Fauci, diretor do instituto americano de alergias e doenças infecciosas NIAID/NIH.



- O Avigan (favipiravir ou "T-705"), antiviral homologado para a gripe da Toyama Chemical (filial do grupo FujiFilm) está na fase de testes clínicos nos Estados Unidos. Inibe a reprodução do vírus nas células e foi testado com sucesso em roedores infetados com Ébola.



Vantagem: são comprimidos ou seja mais fáceis de usar em regiões com infraestrutura médica limitada.



O grupo japonês, que diz estar "disposto a responder aos pedidos individuais" dos trabalhadores sanitários, recebeu solicitações do estrangeiro e assegura dispor de "reservas suficientes para mais de 20.000 pessoas".



- O TKM-Ebola da empresa canadiana Tekmira foi objeto de um contrato de desenvolvimento de 140 milhões de dólares com o Departamento americano de Defesa. A empresa, que retomou os testes clínicos, está à espera da luz verde da autoridade americana do medicamento e alimentação (FDA) para a sua utilização em pacientes afetados.



- O GBV006, da Globavir Biosciences, é um coquetel de moléculas já aprovadas individualmente pela autoridade americana que regula medicamentos, que o testou em roedores. A empresa informou à AFP, no entanto, que "é possível fazer pesquisas diretas nos pacientes".

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