Os melhores hospitais têm maus resultados no que toca a questões de mortalidade

Os dez melhores hospitais, segundo um ranking elaborado por investigadores da Escola Nacional de Saúde Pública, nem sempre apresentam bons resultados em indicadores como a mortalidade, complicações e readmissões.
créditos: LUSA

O Centro Hospitalar de São João (Porto) lidera esta tabela ao nível do desempenho global e da mortalidade, mas ao nível das complicações nem sequer se encontra nas dez primeiras posições.

No segundo lugar do “ranking” consta o Centro Hospitalar de Coimbra, que ocupa a terceira posição na mortalidade, o primeiro lugar nas complicações, mas está fora dos dez primeiros lugares para as readmissões.

O Centro Hospitalar de Lisboa Norte, na terceira posição, tem o segundo lugar ao nível da mortalidade, mas não consta dos dez primeiros nas complicações e readmissões.

Na quarta posição global, o Hospital Beatriz Ângelo (Loures) obtém o mesmo lugar na mortalidade, mas nas complicações e readmissões está fora dos dez melhores.

O Centro Hospitalar do Porto, no quinto lugar, também está nesta posição ao nível da mortalidade, obtém a oitava posição nas readmissões e sem classificação nos dez primeiros lugares ao nível das complicações.

Classificado no sexto lugar, o Centro Hospitalar de Lisboa Central está fora dos dez primeiros para a mortalidade e complicações, obtendo a quinta posição nas readmissões.

Os restantes classificados - Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, os centros hospitalares de Tondela-Viseu, de Tâmega-Sousa e o Hospital de Braga – não constam dos dez primeiros lugares nos indicadores mortalidade, complicações e readmissões.

Este “ranking”, coordenado pelo investigador Carlos Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), resulta da avaliação do internamento para as doenças do aparelho ocular, cardíacas e vasculares, digestivas, endócrinas e metabólicas, ginecológicas e obstétricas, infeciosas, músculo-esqueléticas, neoplásicas, neurológicas, órgãos genitais masculinos, dos ouvidos, nariz e garganta, pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo, respiratórias, dos rins e aparelho urinário, do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos, traumatismos e lesões acidentais.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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