OMS aprova resolução para parar progressão da obesidade até 2020

Reduzir consumo de sal, aumentar a atividade física e taxar produtos prejudicias são algumas medidas
28 de maio de 2013 - 14h21



Os Estados membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovaram na noite de segunda-feira, por consenso, uma resolução que visa fazer parar a progressão da obesidade no mundo até 2020.



A resolução estabelece um plano de ação contra as doenças não transmissíveis (cardiovasculares, cancro, respiratórias crónicas e diabetes), através do combate a uma série de fatores de risco, entre os quais a obesidade.



“A luta contra a obesidade é uma prioridade, um dos fatores mais importantes para combater as doenças não transmissíveis”, declarou o diretor do departamento de Nutrição para a saúde e o desenvolvimento da OMS, Francesco Branca, citado pela agência France Presse.



Reduzir em 30 por cento o consumo médio de sal, aumentar a atividade física em 10 por cento e taxar os produtos maus para a saúde são alguns dos compromissos assumidos pela OMS.



“O custo da inação excede de longe o custo das medidas”, sublinha o plano de ação, que explica que o excesso de peso e a obesidade constituem o quinto fator de risco de morte a nível mundial, sendo responsáveis pela morte de 2,8 milhões de adultos anualmente.



“A aprovação do plano de ação é extremamente importante para lutar contra uma das crises de saúde mais devastadoras do nosso tempo”, declarou à AFP John Stewart, um dos responsáveis da organização não-governamental Corporate Accountability International.



O plano de ação apela às empresas para colaborarem e propõe aos Estados uma série de objetivos voluntários.



Sugere-se aos países que eliminem os ácidos gordos industriais nos alimentos, que promovam a rotulagem nutricional dos alimentos, que diminuam o sal e o açúcar nos alimentos e bebidas não alcoólicas ou que reduzam o tamanho das porções.



Recomenda-se ainda aos Estados que aumentem “a acessibilidade financeira e o consumo de frutas e legumes”.



A OMS sugere igualmente a utilização “de taxas” para desviar os consumidores de alimentos maus para a saúde, bem como que a publicidade destes seja afastada dos locais onde existem crianças, como as escolas.



As últimas projeções da organização indicam que pelo menos um adulto em três tem peso a mais e que perto de um em cada 10 é obeso, além da existência de mais de 40 milhões de crianças com menos de cinco anos com excesso de peso.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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