Novo tratamento aponta avanços no combate ao cancro avançado da próstata

Novo tratamento prolonga a taxa de sobrevivência
2 de junho de 2014 - 08h51



Uma nova estratégia de tratamento permitiu prolongar a vida de homens afetados por um cancro avançado da próstata, indicam os resultados de um teste clínico difundido este domingo durante uma conferência médica.



O estudo, feito com 790 homens diagnosticados com um cancro invasivo de próstata, demonstra que a quimioterapia combinada com um tratamento hormonal prolonga a vida destes pacientes em cerca de um ano.



"A terapia hormonal é o tratamento clássico do cancro da próstata desde os anos 1950", disse Christopher Sweeney, oncologista do Instituto do Cancro Dana-Farber de Boston (Massachusetts), que desenvolveu esta pesquisa apresentada na conferência anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), celebrada este fim de semana em Chicago (Illinois).



"Trata-se do primeiro estudo que identifica uma estratégia que prolonga a vida de pessoas que acabam de receber um diagnóstico de cancro da próstata com metástase", comentou.



"Os resultados são importantes e esta terapia deveria ser o novo tratamento de referência para homens cujo tumro se propagou e podem suportar uma quimioterapia", acrescentou Sweeney.



O cancro da próstata é estimulado por hormonas masculinos ou andróginos no sangue. O tratamento hormonal visa a reduzir sua quantidade. Embora esta terapia seja eficaz, a longo prazo o cancro torna-se resistente na maior parte dos casos.



A quimioterapia só costuma ser usada com a doença num estado avançado, apesar do tratamento hormonal.



Metade dos 790 pacientes participantes no estudo foram tratados unicamente com terapia tradicional e os 50% restantes foram submetidos ao tratamento de supressão hormonal combinado com Docetaxel (Taxoten), um agente que impede a divisão e a multiplicação das células cancerosas.



Após um acompanhamento de 29 meses, 136 das pessoas tratadas apenas com terapia hormonal faleceram contra 101 do grupo que também se submeteu à quimioterapia.



O tempo médio de sobrevivência do grupo tratado apenas com terapia hormonal foi de 44 meses, e de 57,6 meses nos pacientes que receberam Taxoten.



O tempo médio de aparecimento de sinais clínicos de um novo avanço do cancro foi de 19,8 meses no primeiro grupo e de 32,7 no segundo.



Por SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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