Nova endoscopia com ultrassons permite deteção precoce do cancro do pâncreas

Cancro do pâncreas tende a expandir-se rapidamente pelo corpo e é particularmente letal
18 de março de 2014 - 16h44
Investigadores da Universidade de Gotemburgo, no sudoeste da Suécia, desenvolveram um novo método para tentar diagnosticar a tempo o cancro do pâncreas, informaram na terça-feira em comunicado.
"Temos muitas esperanças de que o método permita detetar mais casos precoces (...) numa fase na qual o cancri ainda pode ser tratado ou detido", declarou uma médica do hospital universitário de Sahlgrenska em Gotemburgo, Karolina Jabbar, segundo o comunicado.
"É como uma endoscopia comum, com a diferença de que um tubo emite ultrassons e permite ver o órgão muito melhor para extrair o líquido", explicou a investigadora à AFP.
"Graças a este método de análise, é possível determinar em que fase está o tumor", acrescentou.
Este procedimento, que permite limitar o uso da cirurgia, pode começar a ser utilizado dentro de cinco anos.
O cancro do pâncreas tende a expandir-se rapidamente pelo corpo e é particularmente letal, já que em muitos casos só é descoberto depois de estar espalhado.
Os pacientes que não recebem tratamento normalmente morrem entre três a seis meses depois e a taxa de sobrevivência a cinco anos é de apenas 4%.
SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários