Nova diretiva europeia aprova utilização de farinhas animais em aquicultura

Antigo norma surgiu na sequência da crise da doença das "vacas loucas"
14 de fevereiro de 2013 - 16h38



Uma nova diretiva europeia passou a permitir que farinhas de origem animal voltem a ser utilizadas na alimentação de peixes de aquacultura, 12 anos depois de terem sido proibidas, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia (CE).



As novas regras tornaram legal a utilização, a partir de 1 de junho, de "proteínas transformadas de animais não ruminantes", especificamente porco e galinha, para alimentar peixes da indústria da aquacultura.



A diretiva é uma suavização das restrições impostas durante mais de uma década aos produtos para alimentação animal na sequência da crise da doença das "vacas loucas".



Um comunicado da CE diz que "a situação epidemiológica atual demonstra que a União Europeia está na fase final" de erradicação das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET), grupo de doenças a que pertence a doença de Kreutzfeld Jakob ("vacas loucas").



De acordo com a CE, a nova diretiva respeita a informação científica mais recente, que indica que o risco de transmissão das EET entre animais não ruminantes é "insignificante", desde que se evite o canibalismo entre espécies.



A autorização das farinhas de origem animal impõe a rastreabilidade de todo o processo, desde a produção das farinhas até ao destino final, e o recurso a testes de DNA para controlar o respeito pela nova norma, que autoriza farinhas com proteínas de porco ou galinha, mas não de vaca, cabra ou ovelha.



A utilização de farinhas animais era permitida na União Europeia para a alimentação de animais de estimação, mas proibida para a alimentação de animais destinados a consumo humano.



SAPO Saúde com Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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