Ministro do Ambiente diz que culpa do surto de legionella "não morrerá solteira"

O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, mostrou-se esta terça-feira convencido de que “a culpa não morrerá solteira” no que respeita às vítimas do surto de ‘legionella’ registado em Portugal.

Questionado pelos jornalistas, em Viseu, sobre as eventuais compensações que as famílias das vítimas venham a pedir, o ministro lembrou que, "em muitos outros países, infelizmente, não se chegou a uma conclusão quanto à causa do surto”, mas tal não deverá acontecer em Portugal.

“No nosso caso, entendemos ser justificada a interpretação de que a culpa não morrerá solteira. Temos a expectativa, atendendo aos elementos de prova identificados no terreno e às análises que entretanto têm vindo a ser concluídas, de que existem elementos robustos para que se possa fazer uma avaliação sobre esta matéria. Mas essa é matéria que competirá aos tribunais”, afirmou.

Segundo o governante, nos próximos dias deverá haver “mais informação sobre esta correlação entre as avaliações que foram feitas nas empresas (de Vila Franca de Xira) e depois a sequenciação do ADN nos doentes”.

Jorge Moreira da Silva explicou que uma questão é saber “se algumas empresas continham bactéria de ‘Legionella pneumophila' nas suas torres”, matéria que “está suficientemente desenvolvida” e justifica o facto de ter sido considerado “que nas torres de refrigeração se encontrava o foco provável”.

“Mas agora é necessário concluir se essa é a mesma bactéria que afetou os doentes e essa é a avaliação que o Instituto Ricardo Jorge está a desenvolver”, acrescentou.

O ministro disse que nos próximos dias deverá ficar disponível “informação definitiva, que vai ser muito importante para que o Ministério Público possa tomar as decisões adequadas e depois os tribunais também”.

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