Ministro da Saúde aspira a maior transparência de instituições de saúde

Paulo Macedo anuncia hoje desejo em clarificar desempenho de hospitais e centros de saúde

O ministro da Saúde vai hoje anunciar que quer os hospitais e centros de saúde a disponibilizar mensalmente informação de gestão sobre o seu desempenho, no seu primeiro ato oficial, em Viana do Castelo.

Paulo Macedo vai assumir “o compromisso do Governo” de divulgar mensalmente a informação de gestão sobre o desempenho das instituições, como taxas de reinternamento ou rácio entre consultas e urgências, adiantou segundo fonte oficial do Ministério da Saúde à Agência Lusa.

O desempenho assistencial medido pela demora média será outro dos indicadores, bem como as taxas de poupança nas rubricas de custos mais elevados, adiantou ainda à Agência Lusa a mesma fonte.

Hoje, Paulo Macedo, inaugura em Viana do Castelo a nova Unidade de Cirurgia de Ambulatório da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), lançada a concurso por 1,9 milhões de euros.

Segundo o projeto inicial da obra, o objetivo consistia em equipar o Hospital de Viana do Castelo com duas salas, além de uma terceira de reserva, para permitir elevar o total de atos cirúrgicos de ambulatório - sem necessitar de internamento -, a cerca de 4.900 por ano.

“A criação deste Centro de Cirurgia de Ambulatório visa privilegiar a cirurgia de ambulatório em detrimento da cirurgia convencional, sempre acautelando as condições técnicas e psicossociais dos utentes durante o pré-operatório”, lê-se num documento interno da ULSAM consultado pela Agência Lusa.

A remodelação e ampliação do Bloco de Ambulatório, acrescenta o documento, visa “potenciar e dinamizar esta linha de produção, prevendo a construção de três salas operatórias, uma Unidade de cuidados pós-anestésicos (UCPA) e a remodelação total das zonas de apoio e logística”.

Com este novo bloco ambulatório, a inaugurar pelo ministro Paulo Macedo, o Hospital de Viana do Castelo, que serve mais de 250 mil habitantes em todo o distrito, poderá registar menos 4.480 dias de internamento e precisar de menos 25 camas.

Recorde-se que, com as condições anteriores, o número total de cirurgias realizadas em 2009 pelo ULSAM foi de 16.486, o que já refletiu um crescimento de 1,48 por cento em relação ao ano anterior.

“Seguindo a tendência nacional”, as cirurgias realizadas no Bloco Operatório Central diminuíram 5,16 por cento “por transferência de cirurgias para o Bloco de Ambulatório”, acrescenta o documento.

As cirurgias de ambulatório aumentaram 19,4 por cento em 2009, “tendo-se atingido um peso de cirurgias de ambulatório no total das cirurgias programadas de 51,9 por cento”.

A ULSAM, a visitar terça-feira pelo novo ministro da Saúde, integra os hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima, além de 13 centros de saúde, empregando em todo o distrito, segundo os únicos dados disponibilizados pela entidade, cerca de 2.600 funcionários.

26 de julho de 2011

Fonte: Lusa

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