Juntas médicas vão avaliar casos "suspeitos" de professores com doença

O ministro da Educação, Nuno Crato, disse que, em conjunto com o Ministério da Saúde, vai ser criado “um sistema de juntas médicas”, para avaliar “suspeitas ou queixas da existência de abusos”, por parte de professores.

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créditos: LUSA/MARIO CRUZ

Questionado sobre o caso dos mais de 300 professores do distrito de Bragança que pediram condições específicas por motivo de doença, Nuno Crato afirmou que o ministério “está a acompanhar o que se está a passar com estes destacamentos, e já comunicou à Ordem dos Médicos um conjunto de casos”.

“Posso dizer-vos também que, em conjunto com o Ministério da Saúde, nós estamos a prever a realização de algumas juntas médicas para verificar o que se está a passar”, afirmou o ministro aos jornalistas, no final da cerimónia de assinatura das portarias de criação do Centro Universitário de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Centro Hospitalar São João (FMUP-CHSJ) e do Centro Académico Clínico Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Centro Hospitalar do Porto (ICBAS-CHP).

O governante ressalvou, ladeado pelo seu homólogo da Saúde, que a situação “não pode pôr em causa o direito dos professores (…) de poderem trabalhar em locais mais perto dos sítios onde seguem os seus tratamentos ou onde têm apoio familiar ou outras razões desse tipo”.

“Há uma legislação para estes professores que estão nestas condições de saúde graves e nós temos de os proteger. O que temos de fazer ao mesmo tempo é evitar abusos, evitar ilegalidades. Esses abusos e essas ilegalidades, caso existam, serão investigados e serão, como é evidente, corrigidos e punidos. É um assunto com o qual vamos proceder de uma maneira muito séria”, declarou Crato.

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