Médicos de família devem ter papel ativo na deteção precoce do cancro da próstata

Cancro da próstata regista 5.000 novos casos por ano em Portugal
21 de fevereiro de 2013 - 09h46



O presidente do Grupo Português Génito-Urinário enalteceu esta quinta-feira o papel dos médicos de família na deteção atempada do cancro da próstata, um dos tumores com mais novos casos em Portugal.



Fernando Calais da Silva, um dos autores de um Livro com Recomendações para o Tratamento do Cancro da Próstata, que será hoje lançado em Portugal, destacou a importância da deteção precoce desta doença. O especialista em urologia recordou que foi graças ao empenho dos profissionais de saúde que se inverteu a percentagem de casos curáveis e com metástases.



Dos doentes que chegavam com cancro na próstata às unidades de tratamento, 30 por cento eram curáveis e 70 por cento apresentavam já metástases. Hoje, só 30 por cento dos casos é que apresentam metástases, disse Fernando Calais da Silva.



De acordo com o Registo Oncológico Nacional de 2006, hoje apresentado em Lisboa, o cancro da próstata é um dos que está a aumentar em Portugal.



Fernando Calais da Silva sublinha a importância do médico de família na prescrição dos exames (análises ao sangue) que permitem averiguar se o doente tem alguma alteração ao nível da próstata. “São fundamentais”, disse.



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cancro da próstata regista 5.000 novos casos por ano em Portugal e é a terceira causa de morte por cancro no homem, a seguir ao cancro do pulmão e do cólon.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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