Mais de três milhões morrem anualmente devido ao consumo nocivo de álcool

Cada habitante do mundo com mais de 15 anos consome em média 6,2 litros de álcool puro por ano
12 de maio de 2014 - 13h11



Cerca de 3,3 milhões de pessoas morreram em 2012 em todo o mundo em consequência do consumo nocivo de álcool, o que equivale a 5,9% de todas as mortes, revela hoje a Organização Mundial de Saúde.



A proporção de mortes associadas ao álcool é superior à mortalidade ligada ao VIH (2,8%), à violência (0,9%) e à tuberculose (1,7%), conclui ainda a OMS no seu “Relatório global sobre o álcool e a saúde 2014”.



“Precisamos de fazer mais para proteger as populações das consequências negativas do consumo de álcool para a saúde”, disse Oleg Chestnov, diretor-geral adjunto da OMS para as doenças não transmissíveis e a saúde mental.



Citado num comunicado da organização, o responsável sublinha que “não há espaço para complacência quando se trata de reduzir o consumo nocivo de álcool”.



O consumo nocivo de álcool é definido pela OMS como o consumo que causa consequências negativas para o consumidor, as pessoas que o rodeiam e a sociedade como um todo, assim como padrões de consumo associados com o aumento do risco de problemas de saúde.



Segundo a organização sediada em Genebra, o consumo de álcool pode provocar dependência, mas também aumentar o risco de mais de 200 doenças, incluindo cirrose hepática e alguns cancros.



O consumo nocivo pode ainda provocar violência e ferimentos, assim como pode aumentar a suscetibilidade dos consumidores a doenças infeciosas como tuberculose ou pneumonia.



Segundo o relatório hoje publicado, cada habitante do mundo com mais de 15 anos consome em média 6,2 litros de álcool puro por ano, o que equivale a 13,5 gramas de álcool puro por dia.



No entanto, como apenas 38,3% das pessoas bebe realmente álcool, aqueles que bebem consomem em média 17 litros de álcool puro por ano.



O documento sublinha ainda que há uma maior percentagem de mortes relacionadas com o consumo de álcool entre os homens do que entre as mulheres – 7,6% das mortes masculinas contra 4% das mortes femininas –, embora as mulheres sejam mais vulneráveis a algumas doenças relacionadas com o álcool do que os homens.

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