Mais de 60 mortos no Quénia por causa de cerveja adulterada

Bebida foi adulterada com metanol

7 de maio de 2014 - 11h15

Pelo menos 62 pessoas morreram e outras 70 sofreram intoxicações após ingerirem álcool adulterado no Quénia, informaram hoje fontes médicas citadas pela imprensa local.

As intoxicações registaram-se desde segunda-feira nos condados de Embu, Kiambu, Kitui, Makueni e Muranga, todos muito perto de Nairobi, onde também houve vítimas, informou o jornal Daily Nation.

Os primeiros sintomas foram fortes dores de estômago e cabeça, perda de visão e secura da boca, explicou o responsável de um hospital de Embu, Gerald Ndiritu.

Segundo a mesma fonte, os médicos estão a tentar estabelecer a causa exata das mortes, tendo enviado amostras de sangue para serem analisadas no laboratório do Estado.

A bebida fora adulterada com metanol, disse por seu lado o diretor da área de saúde de Makueni, David Kiuluku.

Conhecida como "Wings" (asas) em Nairobi ou "Countryman" (camponês) em Kitui, a bebida adulterada era distribuída em pequenos recipientes de plástico.

O chefe da polícia do distrito de Ikutha (Kitui), Paul Kipkorir, disse que os agentes apreenderam amostras da bebida para serem analisadas no laboratório do Estado.

No entanto, afirmou que a polícia ainda não identificara a origem da bebida, já que o dono do bar onde fora vendida também morrera.

"Ainda não detivemos ninguém. Estamos mais preocupados em salvar vidas, e infelizmente a pessoa que distribuiu esta bebida está morta", suspeita o chefe policial do distrito de Ikutha (Kitui), Paul Kipkorir.

Em Embu, uma mulher foi detida na terça-feira, acusada de adulterar a bebida, que era vendida por 20 xelins (15 cêntimos de euro) cada 100 mililitros.

Por Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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