Maioria dos africanos com tuberculose é excluída de ensaios com novos fármacos

A maior parte de africanos com tuberculose, doença associada ao VIH, vírus que causa a Sida, é excluída de ensaios clínicos de novos medicamentos, refere um estudo apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Europeia de Pneumologia-2015.
créditos: INÁCIO ROSA/LUSA

Segundo os resultados de uma pesquisa divulgada na Cidade do Cabo, na África do Sul, o país com mais portadores do vírus da Sida a nível mundial, pacientes com tuberculose multirresistente “têm sido excluídos” de testes experimentais daqueles fármacos, o que “resulta em desenvolvimento mais lento de novos medicamentos anti tuberculose”.

Falando no evento que decorre naquele país africano, o diretor do departamento de Ciência Aplicada do Hospital de Brooklyn Chest na Cidade do Cabo, Florian von Groote-Bidlingmaier, denunciou a exclusão de pacientes africanos com tuberculose em novos ensaios clínicos e alertou o congresso para a “necessidade urgente” de se desenvolver novos medicamentos para tratar a tuberculose e, em particular, fármacos para tuberculose multirresistente.

Tuberculose e Sida

Na África do Sul, mais de 60% dos pacientes com tuberculose estão infetados com o vírus que provoca a Sida e a taxa é ainda maior em doentes que apresentam resistência aos medicamentos de tuberculose, indicou Florian von Groote-Bidlingmaier.

O investigador e seus colegas analisaram o registo de 421 pacientes com tuberculose multirresistente que tinham sido referenciados para participar em ensaios clínicos de novos fármacos anti tuberculose no Hospital de Brooklyn Chest na Cidade do Cabo.

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