Ir de férias faz mesmo bem à saúde, garante estudo

Em média, a pressão arterial daqueles que foram de férias diminuiu 6%

5 de fevereiro de 2013 – 12h45



Um estudo britânico atesta que ir de férias é benéfico porque contribui para a redução da pressão arterial, alivia o stress, melhora a qualidade do sono e, em última instância, rejuvenesce o nosso corpo.



A conclusão é de um grupo de investigadores do The Holiday Health Experiment, projeto financiado pela associação solidária de cuidados de saúde Nuffield Health e pela agência de viagens Kuoni, que concluiu que os benefícios de umas férias se fazem sentir durante largos meses.



A investigação compara a saúde das pessoas que fizeram férias em locais como a Tailândia, o Peru ou as Maldivas com a daqueles que ficaram em casa e continuaram a trabalhar.



Durante o estudo, que envolveu uma amostra de 12 pessoas, os participantes responderam a um inquérito acerca da sua saúde e estiveram ligados a monitores cardíacos para a medição dos seus padrões de sono e resistência ao stress. Foram ainda submetidos a testes psicoterapêuticos.



Depois, metade dos participantes passou férias no estrangeiro durante duas semanas, ao passo que a outra metade deu continuidade à sua atividade profissional. No final das férias, os investigadores conduziram uma segunda série de testes clínicos e psicológicos.



Em média, a pressão arterial daqueles que foram de férias diminuiu 6%, ao passo que a dos trabalhadores que se mantiveram nos seus escritórios subiu 2% durante o mesmo período.



A qualidade do sono das pessoas que descansaram num país estrangeiro melhorou 17%, ao contrário do que aconteceu com a outra metade do grupo, na qual se observou uma diminuição na ordem dos 14%.



A capacidade de recuperar do stress aumentou 29% naqueles que foram de férias, pelo que os que não foram registaram uma quebra de 71%.



As férias contribuíram ainda para que o grupo que viajou assinalasse uma diminuição significativa nos níveis de glicose no sangue, o que contribui para a redução do risco de diabetes e obesidade e melhora o humor e os níveis de energia.



SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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